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IL Açores quer saber “ponto de situação” de portos afetados

A Iniciativa Liberal dos Açores entregou um requerimento na Assembleia Regional onde questiona o Governo Regional sobre o “ponto de situação das obras portuárias em atraso” no âmbito passagem do furacão Lorenzo pelo arquipélago.

IL Açores quer saber “ponto de situação” de portos afetados

Autor: Lusa/AO Online

Em comunicado de imprensa, a IL/Açores, que tem um deputado no parlamento açoriano, diz querer saber “o ponto de situação das obras portuárias em atraso no âmbito dos danos causados nas infraestruturas portuárias da região pela passagem do furacão Lorenzo” em outubro de 2019.

O partido questiona o executivo açoriano, de coligação PSD/CDS-PP/PPM, sobre o estado da “reparação dos molhes dos portos comerciais e de recreio” de Vila do Porto, em Santa Maria, no valor de 15,3 milhões de euros.

Os liberais dizem ainda querer saber o “ponto de situação sobre a empreitada de recuperação do molhe de proteção do muro de cortina e das infraestruturas do porto de Ponta Delgada”, que aguarda procedimento concursal, no valor de 26 milhões de euros. 

A IL/Açores, que suporta no parlamento o governo açoriano, pede ainda esclarecimentos sobre a “melhoria da operacionalidade e do abrigo do Porto das Pipas” em Angra do Heroísmo, na Terceira, no valor de 3,5 milhões.

Na nota de impressa, os liberais revelam ainda que entregaram um outro requerimento na Assembleia Legislativa dos Açores para averiguar “a real situação sobre os programas ocupacionais e os números do desemprego”.

“Na verdade, é uma enorme preocupação da Iniciativa Liberal a existência de níveis de emprego na região autónoma dos Açores, mascarados com programas de emprego ocupacionais, que não se traduzem numa estabilidade laboral”, lê-se no comunicado.

A passagem do furacão Lorenzo pelos Açores, a 02 de outubro de 2019, provocou prejuízos de cerca de 330 milhões de euros, de acordo com a estimativa feita pelo então presidente do Governo Regional, Vasco Cordeiro, devido a estragos em infraestruturas portuárias, rede viária e equipamentos públicos, na habitação, nas pescas, na agricultura e no setor empresarial privado.

Do valor total de cerca de 330 milhões de euros de prejuízos com a passagem do furacão, 85% será assumido pelo Governo nacional.


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