Identificados tumores do pulmão pequenos, mas muito malignos


 

Lusa/AO online   Internacional   1 de Out de 2013, 10:24

Investigadores do Instituto de Investigação Biomédica de Bellvitge (Idibell), em Espanha, identificaram as características dos tumores pequenos do pulmão que os tornam muito malignos, o que permitirá melhorar o seu tratamento.

O estudo, liderado por Manel Esteller, diretor do programa de Epigenética e Biologia do Cancro do Idibell, que permitiu identificar tumores do pulmão minúsculos, mas altamente malignos, foi publicado na revista científica Journal of Clinical Oncology.

O cancro do pulmão é atualmente o mais letal e é diagnosticado sobretudo num estágio avançado, o que limita o tratamento.

Os tumores pulmonares pequenos são um subtipo que, devido aos avanços no diagnóstico, se podem detetar em fases precoces e em relação aos quais a cirurgia pode ser curativa. No entanto, um terço destes tumores é altamente agressivo e extremamente propenso a gerar metástases.

O estudo, um projeto internacional financiado pela União Europeia, analisou “o cancro do pulmão no estádio I, aqueles tumores em que a cirurgia pode ser curativa”, disse Manel Esteller, citado pela agência noticiosa espanhola EFE.

“Descobrimos que um em cada três pequenos tumores reaparecerá e estará associado à morte do paciente. Mas o mais importante é já podermos começar a identificar que cancro se comportará desse modo tão agressivo”, adiantou.

Os investigadores analisaram o ADN daqueles tumores e detetaram “alterações no seu programa genético, as designadas lesões epigenéticas, associadas a uma maior facilidade de crescerem e de se estenderem ao resto do corpo”, explicou Esteller.

Anualmente são diagnosticados na Europa mais de 150.000 casos de cancro do pulmão, dos quais apenas entre 10 a 15 por cento sobrevivem cinco anos depois.


Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
Consulte os termos e condições de utilização e a política de privacidade do site do Açoriano Oriental.