IDE no Brasil cresceu 24,7% em 2006


 

Lusa/AO online   Economia   16 de Out de 2007, 17:22

O investimento directo estrangeiro (IDE) no Brasil cresceu 24,7 por cento em 2006, atingindo 18.782 milhões de dólares (13,3 mil milhões de euros), segundo o Relatório 2007 sobre o Investimento Mundial.
     O relatório da Conferência das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD), hoje divulgado, indica que o Brasil investiu no estrangeiro 28.202 milhões de dólares (19,9 mil milhões de euros) no ano passado, multiplicando por mais de 11 o seu investimento no exterior.

    Angola, depois de ter recebido investimento directo estrangeiro de 1.449 milhões de dólares (mais de mil milhões de euros) em 2004, registou um desinvestimento estrangeiro líquido em 2005 (menos 1.303 milhões de dólares) e em 2006 (menos 1.140 milhões de dólares).

    No ano passado, Angola investiu no exterior 93 milhões de dólares (65,7 milhões de euros), menos de metade do que tinha investido no exterior em 2005, sendo este o único país africano de língua portuguesa com investimento directo no exterior em 2006.

    Cabo Verde recebeu IDE no valor de 122 milhões de dólares (86,1 milhões de euros) em 2006, um aumento de 60,5 por cento face a 2005, a Guiné Bissau recebeu 42 milhões de dólares (quase 30 milhões de euros) de IDE, 4,5 vezes mais do que no ano precedente, e Moçambique 154 milhões de dólares (108,8 milhões de euros), um acréscimo de 42,6 por cento.

    Timor Leste recebeu 3 milhões de dólares (2,1 milhões de euros) de IDE (não recebeu em 2005) e São Tomé e Príncipe não teve investimento directo do estrangeiro.

    O Brasil tem um stock acumulado de IDE de 221.914 milhões de dólares (156,7 mil milhões de euros), Angola apresenta um stock de IDE de 10.993 milhões de dólares (7,8 mil milhões de euros), Moçambique de 4.775 milhões de dólares (3,4 mil milhões de euros) e Cabo Verde de 433 milhões de dólares (305,6 milhões de euros).

    O stock de IDE acumulado da Guiné-Bissau não ia em 2006 além de 98 milhões de dólares (69 milhões de euros) e o de São Tomé de 16 milhões de dólares (11,3 milhões de euros), em ambos os casos aquém de Timor Leste, que tinha um stock de investimento directo estrangeiro acumulado de 167 milhões de dólares (117,8 milhões de euros).

    O IDE representou no ano passado 10,5 por cento do investimento total no Brasil, mais de um quarto (26,7 por cento) em Cabo Verde, quase dois terços (65,7 por cento) na Guiné Bissau, 9,6 por cento em Moçambique e 2,4 por cento em Timor Leste.

    Em Angola, o IDE deu uma contribuição negativa (menos 33,3 por cento) para o investimento total.
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