Governo não faz obras para salvar empresas

Governo não faz obras para  salvar empresas

 

Hélder Blayer   Regional   10 de Nov de 2009, 21:00

O presidente do Governo Regional respondeu ontem nas Flores, às críticas da Associação dos Industriais da Construção Civil dos Açores, de que as medidas do Governo não chegam para fazer face à crise.

 

Na inauguração da reabilitação da Estrada Regional N.º 1 – 2ª, junto ao Aeroporto das Flores, Carlos César lembrou que o Governo não faz "uma estrada para recuperar uma empresa de construção civil mas, justamente, para recuperar uma estrada".

O presidente do Governo Regional alertou os empresários do sector para tenham esta referência "no presente, que é um presente de dificuldades para algumas empresas de construção civil e que tenhamos essa referência no futuro".

César acrescentou por isso que "as obras públicas são para servir finalidades e interesses públicos e não para sustentar ou viabilizar uma ou outra empresa".

O chefe do executivo regional afirmou ainda ser "importante que se compreenda que nós, em algumas ilhas, já atingimos um nível de qualidade e de quantidade em termos de troços rodoviários que nos leva a eleger outras preocupações no âmbito deste sector, como o embelezamento e o reforço da segurança" das estradas da região e ainda à construção de zonas de lazer e miradouros.

O presidente do executivo açoriano lembrou por isso que os empresários de construção civil necessitam de ter o "discernimento para reconverterem as suas actividades, para reorientarem a sua capacidade de prestação de serviços, formarem e reconverterem profissionalmente os seus funcionários, para responderem a desafios emergentes do ponto de vista de oportunidade e empresarial, que estão ao seus dispor na área ambiental e na área da prestação de serviços em geral".

Nessas áreas, César anunciou que o Governo prepara-se para iniciar ainda este mês uma "grande operação a nível regional de plantio nas bermas das estradas", para repor ou intensificar a cobertura vegetal com árvores e plantas ornamentais.

Uma realidade que "sempre tem individualizado as nossas estradas no passado e que tem reforçado a imagem da nossa região como uma região ambiental".

Para César, o governo não virou as costas às empresas. E as linhas de apoio criadas para o efeito, têm sido utilizadas pelos empresários, como seria de esperar.

Só na linha da reestruturação das dívidas das empresas foram já abrangidas por essas operações, cerca de 350 empresas, "num montante de mais de 170 milhões de euros", esclareceu o presidente.

Já no caso da linha Açores Invest, que se refere à criação de fundos de maneio e de disponibilidades conjunturais financeiras, recorreram até agora, 654 empresas.

 

Flores com Centro de Interpretação

 

Ao final da tarde, o presidente do Governo presidiu à cerimónia de inauguração do Centro de Interpretação Ambiental do Boqueirão, em Santa Cruz das Flores, onde estão também instalados a Ecoteca e uma área complementar do Museu das Flores.

Uma obra que representa um investimento de 1,4 milhões de euros e onde serão promovidas acções de sensibilização dirigidas ao público em geral e disponibilizada informação especializada, direccionada para visitantes e turistas.

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