Governo dos Açores é "inconsequente" com quadros da rede de apoio ao cidadão

Governo dos Açores é "inconsequente" com quadros da rede de apoio ao cidadão

 

Lusa/AO Online   Regional   8 de Mar de 2019, 09:25

O PSD/Açores acusou o executivo regional de ser "inconsequente" na resolução dos problemas dos trabalhadores da Rede Integrada de Apoio ao Cidadão (RIAC), que ainda no passado mês de fevereiro se manifestaram em Ponta Delgada.

O presidente do PSD/Açores, Alexandre Gaudêncio, reuniu-se na quarta-feira com representantes dos trabalhadores da RIAC, um encontro não divulgado na agenda do partido, mas que mereceu hoje uma nota de imprensa dando conta de que foram escutadas "queixas e reivindicações" na reunião, solicitada pelos profissionais.

Posteriormente, contactado pela agência Lusa, o presidente da RIAC, Paulo Soares, assinalou não haver "nada de novo" a dizer aos trabalhadores sobre as reivindicações por uma carreira especial, que, diz o responsável, vai contra a Lei Geral de Trabalho em Funções Públicas.

"Essa pretensão vai contra a lei tendo em conta as funções que são desempenhadas por estes trabalhadores. Nem sequer é uma questão de boa ou má vontade, é uma questão legal", assinalou Paulo Soares.

Os trabalhadores da RIAC, sublinha o PSD/Açores, indicaram que "as suas funções têm sido desvalorizadas", com o Governo Regional a "não reconhecer as fragilidades de uma categoria profissional que tem a seu cargo mais de 800 serviços”.

Além disso, aponta Alexandre Gaudêncio, é “ausente e inconsequente a forma como a tutela tem gerido este conflito, sem mostrar uma abertura clara para negociar".

"Estará o Governo Regional disponível para de imediato encarar este problema, ouvir e negociar com os trabalhadores da RIAC?", questiona o líder social-democrata, para quem o executivo socialista "provavelmente só se lembrará destes profissionais quando chegarem as eleições" na região.

Em fevereiro, cerca de 40 trabalhadores da administração pública regional e autárquica concentraram-se junto à presidência do Governo dos Açores, em Ponta Delgada, reivindicando a "valorização profissional" dos funcionários da RIAC.

“Nos Açores há matérias específicas que justificam a paralisação. O assunto ainda não está resolvido, tem de haver negociação”, disse então Orlando Esteves, coordenador em Ponta Delgada do Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública e de Entidades com Fins Públicos (SINTAP).

No ano passado, os trabalhadores da RIAC estiveram em greve em dois momentos distintos.

Para o presidente da direção da rede, "ninguém desvaloriza a importância nem a valia dos trabalhadores, não é isso que está em causa", mas os trabalhadores desempenham uma função de "atendimento ao público" e têm um "guião para cada um dos serviços que fazem"

"Se a reivindicação é a mesma, a posição do Governo Regional não pode mudar", prosseguiu ainda Paulo Soares, falando no pedido de uma carreira especial para estes trabalhadores.

A rede RIAC tem cerca de 130 trabalhadores espalhados pelas nove ilhas do arquipélago.


Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
Consulte os termos e condições de utilização e a política de privacidade do site do Açoriano Oriental.