Colômbia

França concede asilo político a desertor das FARC

França concede asilo político a desertor das FARC

 

Lusa/AOonline   Internacional   27 de Out de 2008, 14:40

A França vai conceder asilo político ao guerrilheiro das FARC, que fugiu com o ex-congressista colombiano Oscar Lizcano, refém da guerrilha há oito anos, após verificar a sua situação judicial, confirmou a presidência francesa.
"Vai ser concedido asilo político" ao guerrilheiro das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), depois de analisada a sua situação judicial, referiu o Eliseu.

    O guerrilheiro, conhecido como "Isaza" ajudou Lizcano a fugir, motivo pelo qual o Presidente da Colômbia, Alvaro Uribe, anunciou que permitirá que viva em liberdade no estrangeiro.

    Uribe garantiu ter contactado com as autoridades francesas, que concordaram em conceder asilo político ao guerrilheiro desertor.

    "Falei com o governo francês, através do seu embaixador, e foi-nos manifestada a aceitação de receber 'Isaza' em França", sublinhou o Presidente colombiano, que se apresentou, em conferência de imprensa, domingo, junto do ex-guerrilheiro.

    «O Presidente (francês Nicolas) Sarkozy mantém a mesma linha. Para ajudar à libertação de reféns, ele disse que aceitará conceder asilo a membros das FARC, em duas condições, que estejam arrependidos e que não sejam alvo de procedimentos judiciários no mundo, nomeadamente na Colômbia e nos Estados Unidos», acrescentaram fontes do Eliseu.

    Após a libertação, em Junho passado, de Ingrid Betancourt, de nacionalidade francesa, o ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Bernard Kouchner, manifestou a disposição do país de acolher guerrilheiros arrependidos das FARC.

    Questionado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros francês afirmou que Paris ia «estudar este pedido nomeadamente no quadro das disposições relativas ao asilo, em função das especificidades que serão comunicadas às autoridades colombianas».

    O porta-voz do MNE francês, Eric Chevallier, indicou hoje que a França tinha «em várias ocasiões assinalado a (sua) disponibilidade em receber, caso a caso, antigos membros das FARC no âmbito de um troca humanitária, caso a sua situação judicial o permita».

    As FARC querem trocar cerca de 30 reféns ditos «políticos» que detêm contra perto de 500 guerrilheiros detidos no âmbito de uma solução negociada com o governo colombiano.

    Cerca de três mil pessoas são reféns na Colômbia, entre as quais entre 300 e 700 nas mãos das FARC, estando os restantes detidos por outros grupos de guerrilha de extrema esquerda, grupos paramilitares e criminosos ligados nomeadamente ao tráfico de droga.

    O ex-congressista do Partido Conservador, 63 anos, era um dos três políticos que ainda permaneciam sob o poder das FARC depois da libertação de Clara Rojas, em Dezembro de 2007, e de Ingrid Betancourt, em Julho.

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