Sudão

Exército sudanês nega massacre em aldeia de Darfur


 

Lusa / AO online   Internacional   9 de Out de 2007, 16:59

O exército sudanês qualificou hoje como “falsas” acusações de um grupo rebelde, segundo o qual as tropas do Sudão perpetraram uma massacre numa aldeia da região ocidental de Darfur.
    “O que realmente aconteceu nessa área foi um confronto entre tribos rivais, pelo que as nossas tropas não intervieram no combate”, sublinhou Khaled Said, porta-voz do exército, numa conferência de imprensa em Cartum.

    O desmentido das Forças Armadas sudanesas surge pouco depois de uma das duas facções do Movimento de Libertação do Sudão (MLS) ter denunciado que pelo menos 40 pessoas morreram na localidade de Muhayiria, no oeste de Darfur, numa ofensiva aérea e terrestre do exército contra a zona, sob controlo rebelde.

    A acusação foi feita por Seifeldin Saleh, porta-voz do grupo armado, que adiantou que o ataque governamental contou com o apoio das milícias árabes yanyauid.

    O responsável rebelde pediu às Nações Unidas e à União Africana (UA) que intervenham de imediato para conter “as práticas brutais do exército sudanês apoiado pelas milícias yanyauid”.

    Por seu turno, o número dois da facção rebelde, Said al Reeh Mahmud, afirmou em Cartum que oito dos seus combatentes sepultaram hoje os cadáveres de 48 civis, mortos na ofensiva contra Muhayiria.

    Mahmud adiantou que o conselho revolucionário do MLS vai realizar uma reunião de urgência para “decidir o próximo passo na resposta à agressão”.

    O porta-voz advertiu que “o incidente terá repercussões” nas negociações de paz que o governo sudanês e os grupos insurrectos de Darfur realizarão a 27 de Outubro próximo no porto líbio de Sirte.

    A outra facção do MLS, dirigida por Arco Mina Minawi, é a única organização rebelde que subscreveu o acordo de paz para o Darfur, em Maio de 2006, na cidade de Abuja, Nigéria.

    O conflito de Darfur iniciou-se em 2003 e provocou já cerca de 200.000 mortos e mais de dois milhões de deslocados.
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