EUA não querem ficar a longo prazo no Afeganistão


 

Lusa / AO online   Internacional   15 de Nov de 2009, 15:22

Os Estados Unidos não querem permanecer no Afeganistão a longo prazo, afirmou hoje a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, em entrevista à cadeia de televisão ABC.

"Permanecer no Afeganistão não nos interessa. Não temos lá interesses de longo prazo", declarou a chefe da diplomacia dos Estados Unidos, enquanto que o presidente Barack Obama deve em breve anunciar a sua estratégia para aquele país, que poderá incluir o envio de dezenas de milhares de tropas suplementares.

Hillary Clinton também assegurou que "o presidente Karzai e o seu governo podem fazer melhor" para dirigir o país.

"Fizemos passar a mensagem. Agora que a eleição está finalmente concluída, queremos ver provas tangíveis de que o governo afegão pode responder às necessidades dos afegãos", insistiu a chefe da diplomacia norte-americana.

O povo "não quer o regresso dos talibãs, quer um governo que possa de facto funcionar para o servir. E juntos, nós e os nossos aliados da comunidade internacional, ajudaremos a criar uma força afegã que possa ocupar-se da sua segurança", observou Hillary Clinton à antena da emissão This Week.

"A nossa prioridade é a segurança dos Estados Unidos. Como nos protegermos e defendermos contra os futuros ataques. Não queremos que o Afeganistão se torne um santuário e uma rampa de lançamento para o terrorismo como aparentemente já está a ser", considerou a secretária de Estado.

Estes são os elementos que "motivam o presidente a tomar a melhor decisão possível" sobre a sua estratégia afegã, sublinhou Hillary Clinton.


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