Estudantes dizem que foi ultrapassado limite do razoável para saberem critérios de bolsas

Estudantes dizem que foi ultrapassado limite do razoável para saberem critérios de bolsas

 

Aonilne/Lusa   Nacional   16 de Set de 2011, 10:00

 Os estudantes do Ensino Superior consideram que foi “completamente ultrapassado” o período razoável para a publicação do regulamento de acesso às bolsas de estudo e pedem explicações ao Governo.

“Não podemos admitir que, estando já centenas de milhar de estudantes em período letivo, se mantenha esta situação de vazio regulamentar”, afirma o movimento estudantil numa tomada de posição emitida na quinta-feira à noite em comunicado.

Os estudantes dizem estar já a refletir sobre “novas formas” de mostrar a sua indignação.

O pagamento atempado das primeiras prestações de bolsa, recordam, é “fundamental para a compra de material educativo fundamental” no sucesso escolar.

“Ainda não se publicou o regulamento de atribuição de bolsas, semeando incertezas e angústias nos estudantes e nas famílias, que têm de refletir sobre o futuro dos seus filhos”, lê-se no documento divulgado pela Federação Académica do Porto, em parceria com a Associação Académica da Universidade do Minho e subscrito por várias associações académicas e de estudantes.

Os alunos dizem que o início da nova governação se tem caracterizado por atrasos, refletidos em “ações imponderadas, nuns casos, e em meras inações, noutros”.

Milhares de estudantes foram deixados “em condições aflitivas”, alertam as organizações de vários pontos do país.

O Partido Ecologista “Os Verdes” questionou na quinta-feira o Governo sobre o “atraso na definição de critérios” para atribuição de bolsas de estudo no Ensino Superior e denunciou que o desconhecimento está a angustiar os estudantes.

“Apesar do compromisso, assumido pelo ministro da Educação, de que estaria para breve a definição dos critérios para atribuição de bolsas de estudo no ensino superior, o certo é que decorreu cerca de um mês e, até à data, essa definição continua desconhecida”, lê-se na pergunta entregue no Parlamento.


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