Estados Unidos e Asean pedem à Junta Militar da Birmânia eleições livres, justas e transparentes


 

Lusa / AO online   Internacional   15 de Nov de 2009, 12:41

Os Estados Unidos e a Associação dos Estados da Ásia do Sudeste (Ansea) apelaram hoje à Birmânia para garantir que as eleições prometidas pela Junta Militar em 2010 sejam "livres, justas, transparentes e abertas" à oposição.

Este apelo consta numa declaração divulgada no final de uma reunião sem precedentes em Singapura entre o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e os dez líderes da Ansea, na qual também participou o primeiro-ministro birmanês, Thein Sein.

A Asean saúda nesta nota a nova política norte-americana de estender a mão ao regime de Rangum e insiste na "importância da reconciliação nacional" na Birmânia.

Os Estados Unidos e os dez países do Sudeste Asiático sublinham que, para além de livres, justas e transparentes, as eleições de 2010 na Birmânia terão que "ser credíveis aos olhos da comunidade internacional".

A Junta Militar terá ainda que promulgar duas leis necessárias à organização do escrutínio, cuja data exacta continua por conhecer.

A declaração comum da Ansea e dos Estados Unidos, que também foi assinada pelo primeiro-ministro birmanês, Thein Sein, não faz qualquer alusão a Aung San Suu Kyi, a opositora histórica à Junta Militar, que se encontra sob prisão domiciliária em Rangum há 20 anos.

Contudo, aproveitando a presença do líder birmanês na conferência de Singapura, o presidente dos Estados Unidos pediu-lhe hoje, num encontro bilateral que mantiveram num hotel da cidade, a libertação da líder da oposição e prémio Nobel da paz em 1991.

Washington decidiu agora estender a mão à Junta Militar no poder na Birmânia, na esperança de favorecer a democratização e o respeito pelos direitos humanos num dos países do mundo mais fechados ao exterior.

Barack Obama já pedira sábado ao regime militar birmanês, em Tóquio, "a libertação sem condições dos presos políticos, incluindo Aung San Suu Kyi".


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