Serviços consulares em Bruxelas encerrados

Os serviços consulares de Portugal em Bruxelas encontram-se esta terça-feira encerrados, com todos os seus trabalhadores a aderirem à greve geral, em protesto contra a austeridade, que dizem fazer-se sentir, nalguns casos, ainda com mais intensidade no estrangeiro.


“Em certas circunstâncias, (sente-se a austeridade) ainda mais que em Portugal. Nós temos colegas que já perderam 50 por cento do seu vencimento, com o efeito conjugado das medidas do Governo e da desvalorização do euro em relação aos países onde trabalham”, indicou José Campos, secretário-geral adjunto do Sindicato dos Trabalhadores Consulares e das Missões Diplomáticas.

O sindicalista falava diante da embaixada e da representação permanente de Portugal junto da União Europeia, no "quarteirão europeu" de Schuman, em Bruxelas, onde se encontra a sede da Comissão Europeia, em frente da qual se realizou uma manifestação da Confederação Europeia de Sindicatos (CES), no âmbito da jornada europeia de luta contra a austeridade e pelo emprego, e na qual marcaram presença trabalhadores portugueses da embaixada.

Segundo José Campos, a adesão à greve geral em Portugal justifica-se como forma de protesto “contra todas estas medidas que o Governo tem estado a fazer cair nos trabalhadores da administração pública, e agora também nos trabalhadores em geral”.

“Não podemos aceitar que a austeridade venha a seguir-se sempre à austeridade. É preciso um dia mudar de rumo, e eu penso que esse dia chegou”, disse.

O sindicalista disse acreditar que “na soma destes protestos, vai ter que haver alguma mudança”.

“Os protestos vão subindo de tom, e eu estou convencido que nenhum Governo quer que cheguem a um tom que deixe de ser suportável em termos de democracia”, comentou.

Numa ação de “solidariedade” para com os países sob programas de ajustamento, representantes da CES deslocaram-se às embaixadas de Portugal, Grécia e Irlanda, para entregar missivas, tendo o secretário-geral adjunto do sindicato lamentado que nenhum diplomata português se tenha disponibilizado para receber aquela dirigida à embaixada portuguesa.

A carta “foi entregue ao contínuo da embaixada”, porque “aparentemente não havia nenhum diplomata disponível para receber”.

“Espero que não seja uma demonstração da falta de interesse que o Governo tem em relação a estas ações, mas numa casa onde há mais de 10 diplomatas, não houve nenhum disponível para receber a delegação da CES”, lamentou.

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