Encontrados restos mortais de uma vítima do acidente do "Costa Concordia"

Encontrados restos mortais de uma vítima do acidente do "Costa Concordia"

 

Lusa/AO online   Internacional   8 de Out de 2013, 14:57

Os bombeiros encontraram nos destroços do navio "Costa Concordia", que naufragou em 2012 ao largo de Itália, restos mortais que poderão pertencer a uma das duas vítimas do acidente ainda desaparecidas, anunciou hoje a proteção civil italiana.

“Os restos mortais foram encontrados pelos bombeiros no convés 3” do navio de cruzeiro, afirmou, em declarações à agência francesa AFP, Francesca Maffini, uma porta-voz da proteção civil italiana.

“Vários elementos permitem-nos afirmar que poderá tratar-se do cadáver de um jovem empregado de mesa de nacionalidade indiana, Russel Rebello", referiu a representante.

A família do jovem já foi informada da situação, segundo precisou um comunicado da proteção civil italiana.

Entre as 32 vítimas mortais do naufrágio do “Costa Concordia”, duas continuavam por localizar: Russel Rebelo, e uma passageira de nacionalidade italiana, Maria Grazia Trecarichi.

Segundo a nota informativa das autoridades italianas, os restos mortais foram recuperados durante a manhã por equipas de mergulhadores dos bombeiros.

Até agora, as operações de busca para encontrar os corpos destes dois últimos desaparecidos estavam concentradas no convés 4 do navio, onde as vítimas tinham sido vistas pela última vez.

As buscas foram retomadas no passado dia 24 de setembro, depois de o navio ter sido erguido da água e colocado na vertical.

A 26 de setembro, os mergulhadores já tinham encontrado restos humanos durante as buscas.

"Durante uma busca na água perto da parte central do navio, mergulhadores da Guarda Costeira e da polícia encontraram restos que ainda têm de ser identificados com ADN", explicou então a agência de proteção civil em comunicado.

O navio de 290 metros, com 4.229 pessoas a bordo, das quais 3.200 eram turistas, embateu contra rochas junto à ilha de Giglio, na Toscânia, na noite de 13 de janeiro de 2012.

O capitão do navio, Francesco Schettino, está a ser julgado por homicídio múltiplo, por abandono do navio antes de todos os passageiros terem sido evacuados e por danos ambientais.


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