Emanuel Medeiros defende combate global para erradicar violência


 

Lusa/AO   Futebol   26 de Set de 2007, 08:07

O combate à violência no futebol tem de ser global e feito de forma objectiva e determinada, defendeu em entrevista à Agência Lusa o director-geral da Associação das Ligas Europeias de Futebol Profissional (EPFL).
Antes do início da conferência internacional sobre o tema, a realizar em Lisboa, quinta e sexta-feira, Emanuel Medeiros considera que o encontro "visa reforçar a percepção geral para um combate que tem de se travar para erradicar de uma vez por todas a violência no desporto".

    "Entendemos que há tempo para reflectir, há tempo para discutir, mas há também tempo para agir. O tempo da acção é este em que nos encontramos", afirmou Emanuel Medeiros.

    De acordo com o director-geral da EPFL, os responsáveis do organismo serão "muito objectivos, muito determinados, no sentido de identificar as melhores práticas e assegurar a sua implementação de uma forma harmoniosa pelas ligas".

    "Tem de ser travada de uma forma pró-activa, antecipando os problemas e as suas causas e não reagindo perante os problemas e as suas causas. De acordo com as melhores práticas que já existem à escala europeia", afirmou.

    Emanuel Medeiros adiantou ainda que anunciará na conferência "um plano de acção com dez pontos fundamentais de estratégia" e que, ainda este ano, a Assembleia Geral do organismo vai aprovar uma convenção europeia contra a violência no futebol profissional.

    "Estamos esperançados que os resultados (da conferência) serão positivos e que daqui sairão pistas de reflexão e linhas de rumos para o futuro próximo do futebol profissional na Europa, que se quer sem violência", revelou.

    Para Emanuel Medeiros, "a violência é extremamente corrosiva para a imagem do futebol, que leva ao afastamento progressivo dos espectadores, das famílias, dos jovens e dos próprios investidores".

    "Tem de ser combatida, evitada de todas as formas. Isto só é possível com uma estratégia global, mas que permita distinguir aqueles que são os verdadeiros adeptos", afirmou.

    O director-geral da EPFL congratulou-se ainda com os "passos positivos que têm sido dados" em Portugal no registo das claques.

    "O registo das claques e dos seus elementos é uma área fundamental. A acção do Governo e da Liga tem sido determinante, assim como o sentido de responsabilidade dos clubes, que são os primeiros interessados na valorização do espectáculo desportivo", referiu.

    Embora considere que "os adeptos são indispensáveis para o futebol" e que "não há futebol sem adeptos", Emanuel Medeiros diz que tem de se "perceber que nem todos os adeptos são bem-vindos ao futebol".

    "O futebol é fenómeno com uma importância social, cultural, educacional crescente. É uma indústria em ascensão. É algo de muito sério que deve ser preservado", disse.

    Segundo Emanuel Medeiros, "os valores fundamentais que inspiram a prática desportiva têm que ser salvaguardados, para que os adeptos se revejam, para que os investidores possam acreditar".
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