Dormidas na hotelaria caem 1,3% em setembro devido à menor procura estrangeira

Dormidas na hotelaria caem 1,3% em setembro devido à menor procura estrangeira

 

Lusa/AO Online   Regional   15 de Nov de 2018, 11:41

As dormidas na hotelaria diminuíram 1,3% em setembro em termos homólogos, para 6,2 milhões, sobretudo devido ao recuo do número de turistas estrangeiros nos hotéis portugueses, divulgou esta quinta-feira o Instituto Nacional de Estatística (INE).

De acordo com os dados do INE, em setembro as dormidas de não residentes na hotelaria portuguesa caíram 4,9%, para 4,5 milhões (-4,7% em agosto), enquanto as dormidas dos turistas nacionais aumentaram 9% para 1,8 milhões (5,6% no mês anterior).

No total, os estabelecimentos hoteleiros e similares registaram 2,2 milhões de hóspedes em setembro, mais 0,2% que em igual mês de 2017.

No acumulado dos primeiros nove meses do ano, o número de hóspedes aumentou 1,3% em termos homólogos, para 16,501 milhões, mas as dormidas caíram 0,5% (com os residentes a crescerem 4,6% e os não residentes a diminuírem 2,5%), para 46,1 milhões.

A estada média em setembro, que foi de 2,78 noites, decresceu 1,5%, em consequência da redução da estada média dos turistas não residentes (-2,2%), tendo aumentado 3,1% no caso dos residentes.

No período, também a taxa líquida de ocupação-cama (que foi de 63,2%) recuou, 1,6 pontos percentuais, face ao mesmo mês de 2017.

As dormidas em hotéis (69,1% do total) diminuíram 0,7%, tendo-se destacado o crescimento de 4,4% registado nos apartamentos turísticos e a evolução positiva de 1,2% nos aldeamentos turísticos, enquanto nas demais tipologias ocorreram reduções.

Os proveitos voltaram em setembro a registar um abrandamento, com os valores totais a crescerem 1,2% (3,6% em agosto), para 420,2 milhões de euros, e os proveitos por aposento a evoluírem 2,7% (3,7% em agosto), para 314,1 milhões de euros.

Quanto ao rendimento médio por quarto disponível (RevPAR), situou-se em 71,5 euros em setembro, um aumento de 1,4% (+2,6% em agosto), com a Área Metropolitana de Lisboa a registar o RevPAR mais elevado (104,5 euros) e os Açores e o Norte a destacarem-se pelos maiores crescimentos (8,0% e 6,5%, respetivamente).

Segundo o INE, os 15 principais mercados emissores de turistas para Portugal representaram 87,6% das dormidas de não residentes em setembro.

O mercado britânico (23,1% do total das dormidas de não residentes) recuou 10,5% em setembro e 9,7% desde início do ano, o mercado alemão (13,9% do total) decresceu 5,3% em setembro e 4,1% em termos acumulados e o mercado francês (9,4% do total) diminuiu 6,3% no mês em análise e 2,2% desde janeiro.

Já o mercado espanhol (9,0% do total das dormidas) aumentou 7,7% em setembro e 0,9% em termos acumulados, enquanto o mercado norte-americano subiu 10,6% no mês em análise.

Nos primeiros nove meses do ano, o INE realça as subidas dos mercados norte-americano (+20,6%), canadiano (+16,8%) e brasileiro (+11,0%).

Em setembro, o Norte, o Alentejo e a Região Autónoma dos Açores "foram as únicas que registaram acréscimos nas dormidas (+3,6%, +3,2% e + 0,5%, respetivamente)", tendo as reduções “mais significativas” ocorrido no Centro (-8,7%) e na Região Autónoma da Madeira (-3,9%).



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