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Chega defende maior promoção dos produtos agrícolas da região

O líder do Chega nos Açores, Carlos Furtado, defendeu um maior investimento do Governo Regional na promoção dos produtos agrícolas regionais, como forma de suprimir as “grandes dificuldades” das cooperativas agrícolas do arquipélago.

Chega defende maior promoção dos produtos agrícolas da região

Autor: Lusa/AO Online

Segundo o também cabeça-de-lista do partido pelo círculo eleitoral de São Miguel às regionais de 25 de outubro, existem cooperativas agrícolas que hoje se deparam com “grandes dificuldades” e que para se manterem “precisam seguramente do apoio do governo da região”.

“Há determinados investimentos na promoção dos nossos produtos que infelizmente nem as empresas, nem os produtores, nem as cooperativas e associados terão capacidade para promover essa marca Açores de excelência dos nossos produtos”, declarou.

O líder do Chega/Açores falava hoje após uma visita à cooperativa agrícola Bom-Pastor, em Ponta Delgada, integrada na campanha eleitoral para as legislativas regionais de 25 de outubro.

Carlos Furtado reforçou que existe uma “grande descapitalização” das empresas e cooperativas agrícolas, realçando que um “grande universo de famílias açorianas depende dos resultados” da atividade agrícola.

Segundo disse, apenas com a “promoção dos produtos” para lá do mercado regional é que será possível aumentar o rendimento dos agricultores.

“Há pessoas que têm de sair dos gabinetes para promover os nossos produtos para lá da nossa região. Enquanto isso não for feito, teremos sempre uma situação de pescadinha de rabo na boca, que não serve nem aos nossos produtores agrícolas nem às nossas famílias”, disse.

Carlos Furtado defendeu a diversificação agrícola da região, mas frisou que, “atualmente, o tempo é para salvar as atividades que estão atualmente em dificuldades”, referindo-se à agropecuária.

“A capacidade instalada atualmente da agropecuária nos Açores não lhes permite mudar de atividade de um dia para o outro. Isso é um processo lento, é um processo que exige acompanhamento, que exige a intervenção outra vez, se calhar, do Estado”, apontou.

As legislativas dos Açores decorrem em 25 de outubro, com 13 forças políticas candidatas aos 57 lugares da Assembleia Legislativa Regional: PS, PSD, CDS-PP, BE, CDU, PPM, Iniciativa Liberal, Livre, PAN, Chega, Aliança, MPT e PCTP/MRPP. Estão inscritos para votar 228.999 eleitores.

No arquipélago, onde o PS governa há 24 anos, existe um círculo por cada uma das nove ilhas e um círculo de compensação, que reúne os votos não aproveitados para a eleição de parlamentares nos círculos de ilha.


 
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