Cerca de 25 por cento dos portugueses sofre de depressão

Cerca de 25 por cento dos portugueses sofre de depressão

 

Lusa / AO online   Nacional   10 de Out de 2007, 12:13

Cerca de 25 por cento dos portugueses sofre de depressão, uma doença mental com tendência a aumentar, embora passe muitas vezes desapercebida, disse hoje o presidente da Sociedade Portuguesa de Psiquiatria e Saúde Mental (SPPSM).
    Adriano Vaz Serra, presidente da SPPSM, afirmou que a depressão é "recorrente e incapacitante", afectando desta forma a vida pessoal, familiar e profissional dos doentes.

    "É provavel que a depressão venha a ultrapassar a gripe no século XXI", disse, acrescentando que esta doença mental, apesar de ser actualmente melhor reconhecida, é recorrente e, como a longevidade é cada vez é maior, tem tendência a aumentar.

    Falando aos jornalistas à margem do debate "A Saúde Mental um Mundo em Mudança: O Impacto da Cultura e da Diversidade", a decorrer no Porto no âmbito das comemorações do Dia Mundial da Saúde Mental, Vaz Serra destacou o facto de o suicídio estar associado à depressão.

    "Cerca de 800 mil pessoas por ano, no Mundo, suicidam-se. Os transtornos mentais são uma das causas mais proeminentes no suicídio", afirmou.

    Na sua opinião, uma doença psíquica não é localizada, pois é um transtorno do próprio cérebro que impede o funcionamento normal das pessoas, devendo caber aos responsáveis pelos cuidados primários de saúde detectá-las.

    "Os clínicos gerais são os psiquiatras de vanguarda", defendeu, afirmando que "um doente [mental] não se queixa do que tem mas do que pensa ter".

    "A identificação de uma doença mental, em especial da depressão, deve ser feita por um clínico, embora haja muitas depressões que passam desapercebidas, acabando a pessoa por não receber qualquer tipo de tratamento", salientou.

    Vaz Serra considerou "essencial manter um Serviço Nacional de Saúde adequado" que permita o tratamento a todas as pessoas que sofrem de uma doença mental.

    Contudo, na sua opinião, o SNS "falha muito" porque a identificação precoce das situações, bem como os tratamentos, são "feitos de forma muito lenta".

    Vaz Serra acusou ainda algumas seguradoras de discriminarem os doentes mentais, pelo facto de não comparticiparem as consultas de psiquiatria e psicologia.
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