Bolieiro recorda que relatório do júri da privatização da Azores Airlines é preliminar

O presidente do Governo dos Açores lembrou que o relatório do júri da privatização da Azores Airlines, exercido com “total independência”, é "preliminar" e o consórcio concorrente tem 10 dias para exercer o contraditório



“Sendo que se trata de um relatório preliminar, nos termos da lei tem que haver uma audiência prévia [ao consórcio Atlantic Connect Group] e o exercício do contraditório, e dar a palavra também ao agrupamento”, declarou aos jornalistas José Manuel Bolieiro, à margem da cerimónia de abertura da Ponta Delgada 2026 - Capital Portuguesa da Cultura.

O júri da privatização da Azores Airlines vai propor a rejeição da proposta do consórcio Atlantic Connect Group, a única admitida no concurso, por entender que não “salvaguarda os interesses” da SATA e da região, segundo uma nota de imprensa divulgada na quarta-feira.

Bolieiro considerou que, numa “primeira evidência, fica aqui confirmada a total independência e imparcialidade neste processo que, através de um concurso público internacional, teve um júri absolutamente qualificado e com total independência e critérios de objetividade”, liderado por Augusto Mateus.

“Fico surpreendido, mas a verdade é que esta é uma opção e uma avaliação imparcial relativamente a um júri, no qual eu confio na sua competência e qualidade. Sim, eu gostaria que tudo pudesse ser rápido, transparente e estivesse assegurada a legalidade do processo e a defesa do interesse público da região”, adiantou.

O líder do executivo açoriano frisou que, “pela parte do Governo dos Açores, é cumprir com total isenção aquela que é a orientação do relatório”.

Afirmando que o processo “tem muito de jurídico”, o chefe do executivo açoriano referiu que “deve ser respeitado na defesa dos direitos das partes e do cumprimento do que a lei determina”.

Bolieiro reiterou que a região tem “um compromisso de reestruturação da SATA e compromissos com a União Europeia”, bem como um compromisso “com a defesa intransigente do interesse público”.

O presidente do Governo Regional dos Açores destacou que está a ser “tudo bem feito, como aliás a própria União Europeia teve a oportunidade de reconhecer” em relação a “estes procedimentos por parte da região”.

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Greve geral

O Governo Regional dos Açores esclareceu que “não fixou quaisquer serviços mínimos” no dia da greve geral, ao contrário do que foi referido pela Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais (FNSTFPS)