Açoriano Oriental
Benfica pouco inspirado vira o resultado em Vizela e continua na Taça

O Benfica apurou-se este sábado para os oitavos de final da Taça de Portugal de futebol, após derrotar o Vizela por 2-1, com uma exibição de pouca qualidade, num jogo em que esteve a perder até aos 70 minutos.

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Foto: MIGUEL A. LOPES/LUSA
Autor: AO Online/ Lusa

Num jogo da quarta eliminatória da ‘prova rainha', com perto de 6.000 espetadores em Vizela, os anfitriões, líderes da Série A do Campeonato de Portugal, ‘coroaram' a boa entrada com um golo de Samu, aos seis minutos, e, apesar de reduzidos a 10 jogadores pela expulsão de Ericson, aos 26, aguentaram a liderança até aos 70.

Raul de Tomás igualou a partida com um desvio à ‘boca da baliza’ e Carlos Vinicius, que entrou em campo após o intervalo, selou a reviravolta, após ficar isolado, aos 86, garantindo o segundo triunfo seguido às ‘águias' num jogo que começaram a perder - o anterior foi o Santa Clara, para o campeonato (2-1).

A jogar em casa, o Vizela apareceu em campo sem receio do atual campeão nacional, exibindo um futebol rápido, ao primeiro toque, e chegou à vantagem na terceira incursão à área contrária, ao minuto seis, quando Samu fletiu da direita para o meio e desferiu, ainda fora da área, um remate forte e rasteiro, que Zlobin, novidade na baliza ‘encarnada’, foi incapaz de suster.

Punido pela ousadia minhota, o Benfica, que contou ainda com os regressos de Jardel, Samaris, Jota e Raul de Tomás ao onze, teve de reagir e fê-lo em dois livres de Grimaldo que falharam por pouco a baliza, aos minutos 11 e 13, e ainda numa tentativa de Raul de Tomás, ao lado (14).

Os pupilos de Bruno Lage continuaram, porém, a sentir dificuldades para conter a rapidez adversária na saída para o ataque, situação que os minhotos aproveitaram para criar perigo, em remates ao lado de Samu e de Diogo Ribeiro, ambos aos 15 minutos.

Após um começo ‘vertiginoso', o Benfica ‘empurrou' gradualmente o jogo no sentido da baliza à guarda do Cajó, embora sem lances de relevo, e ficou em superioridade numérica aos 26 minutos, quando o médio Ericson derrubou Pizzi no corredor direito e viu o segundo cartão amarelo.

A feição do jogo mudou daí em diante, com o Vizela a reorganizar-se num bloco recuado e compacto para conter o maior volume ofensivo dos lisboetas, algo que fez com sucesso até aos 70 minutos, apesar da intensidade que o ataque ‘encarnado' ganhou após o intervalo, com a entrada de Carlos Vinicius para o lugar de Samaris.

Depois de vários lances em que a falta de inspiração ofensiva sobressaiu, as ‘águias’ encontraram o caminho para a baliza vizelense, quando Jota ganhou espaço na direita e cruzou rasteiro para o desvio certeiro de Raul de Tomás entre os defesas contrários.

Nos últimos 20 minutos, o Vizela ainda ‘esboçou' dois contra-ataques com potencial perigo, mas a equipa da Luz acercou-se definitivamente da área contrária, chegando à vitória num remate de Vinicius fora do alcance de Cajó, já depois de Grimaldo, num remate à trave, aos 73, e Jardel, de cabeça, aos 76, terem ameaçado o golo.



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