Açores/Eleições

PSD quer acabar com uma economia de “mão estendida”

O líder do PSD/Açores e candidato a presidente do Governo quer uma economia “independente” em alternativa à “mão estendida” e dos subsídios, considerando que o atual modelo de desenvolvimento açoriano “se esgotou”.



“Pretendemos uma economia que se liberte da mão estendida e do subsídio e que possa ser cada vez mais independente. A riqueza que cria deve ficar na sua própria capacidade de investimento, aplicando o seu lucro”, defendeu José Manuel Bolieiro.

O dirigente social-democrata falava aos jornalistas à margem de um encontro com a direção do Núcleo de Empresários da Lagoa (NELAG), na ilha de São Miguel.

Para o candidato a presidente do Governo nas eleições legislativas regionais de 25 de outubro, o modelo de desenvolvimento dos Açores “esgotou-se”, havendo que apostar num alternativo que promova uma “aposta estratégica na temática do investimento privado, mais do que na componente pública, concorrencial, através da capacidade instalada dos empresários dos Açores”.

José Manuel Bolieiro quer “potenciar a resiliência e o reforço do tecido empresarial regional, com massa crítica, não o penalizando em termos fiscais e libertando-o de uma subsidiação politicamente controlada e governamentalizada”.

O líder do PSD/Açores considerou que “não é aceitável que, no acesso aos fundos comunitários, haja 80% de aplicação de verbas aos grandes grupos e apenas 20% às pequenas e médias empresas regionais, geradoras de 70% do emprego na região”.

O dirigente afirmou que, na sequência da pandemia da covid-19, “seria grave e inaceitável” que os pequenos e médios empresários, a par dos empresários em nome individual, não beneficiassem dos apoios disponíveis para combater a crise.

José Manuel Bolieiro vai bater-se para associar às medidas aplicadas pelo Governo dos Açores, durante a pandemia, que “o instrumento de recuperação e resiliência, que acabou por entregar à região mais de 700 milhões de euros, possa ser dedicado a estas empresas e a todas as atividades económicas, sem exclusão, como aconteceu em alguns programas”.

O presidente social-democrata reiterou a necessidade de promover um “choque fiscal” que permita aos Açores ter um diferencial fiscal para o continente de 30%, e não de apenas 20%, como está em vigor, uma vez que a legislação em vigor o permite, contribuindo-se assim para a “desoneração dos custos de contexto e operacionais dos investimentos das empresas”.

O PS governa a região há 24 anos, tendo sido antecedido pelo PSD, que liderou o executivo regional entre 1976 e 1996.

Vasco Cordeiro, líder do PS/Açores e presidente do Governo Regional desde as legislativas regionais de 2012, após a saída de Carlos César, que esteve 16 anos no poder, apresenta-se de novo a votos para tentar um terceiro e último mandato como chefe do executivo.

No mais recente ato eleitoral, para as legislativas nacionais de 2019, estavam recenseados e aptos a votar nos Açores 228.975 eleitores.


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