Terrorismo

Vinte e uma pessoas decapitadas nas Filipinas


 

Lusa / AO online   Internacional   23 de Nov de 2009, 11:57

Vinte e uma pessoas, entre os quais políticos e jornalistas, foram esta segunda-feira decapitadas por homens armados, nas Filipinas, numa aparente disputa política relacionada com a candidatura a eleições para governador, disse fonte militar.
Entre as vítimas há advogados e jornalistas, além da mulher e outros familiares de Ibrahim Mangudadatu, vice-prefeito da cidade de Bulsuan, na província de Maguindanao, e aspirante a governador.

Os jornalistas acompanhavam Mangudadatu, que tinha anunciado a intenção de se candidatar ao cargo de governador de Maguindanao, de maioria muçulmana, nas eleições marcadas para Maio.

Fontes militares asseguraram que o grupo armado foi contratado por Andal Ampatuan, actual governador de Buluan e chefe da ala que se opõe a Mangudadatu.

Os atacantes queriam impedir que Mangudadatu disputasse as eleições de Maio, afirmou o tenente-coronel Romeo Brawner.

Ampatuan acusa Mangudadatu de ter ordenado o assassínio de dois dos seus filhos em 2002, acusação rejeitada por Mangudadatu.

Brawner referiu que os corpos de 13 mulheres e oito homens foram encontrados na zona onde 30 pessoas foram mantidas cativas.

Mais de 50 homens armados irromperam num escritório da Comissão Eleitoral na província de Maguindanao e levaram, sob a ameaça de pistolas, as vítimas em três furgonetas, disse o coronel Jonathan Ponce, porta-voz do exército filipino na ilha de Mindanao.

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