União mediterrânica pode quebrar hegemonia norte-americana

União mediterrânica pode quebrar hegemonia norte-americana

 

Lusa / AO online   Internacional   25 de Out de 2007, 17:36

O projecto de união mediterrânica anunciado pelo Presidente francês, na visita a Marrocos, pretende contrariar a hegemonia norte-americana no Magrebe e assegurar a integração de Israel, defendeu esta quinta-feira o jornal islamita Attajdid.
Nicolas Sarkozy convidou terça-feira os chefes de Estado e de Governo dos países do Mediterrâneo para um encontro em França, durante a presidência francesa da UE de 2008, para lançar as bases de uma “união económica, política e cultural”.

Para o jornal marroquino Attajdid, este projecto visa “reduzir a hegemonia no Mediterrâneo dos Estados Unidos”, que assinaram uma convenção de livre comércio com Marrocos em 2004 e um acordo com a Argélia que permite a compra de 40 por cento das exportações argelinas de gás até 2020.

“A reactivação da normalização com a entidade sionista (Israel) através da economia e da segurança, depois do fracasso do processo de Barcelona sobre este ponto, constitui um dos outros objectivos de Sarkozy”, indicou o jornal.

Sarkozy deseja igualmente “dar um papel importante à Turquia neste conjunto mediterrâneo, em troca da sua desistência da União Europeia”, acrescentou o Attajdid, sublinhando a “rápida rejeição de Ancara” ao projecto.

O jornal referiu que o financiamento da união mediterrânica, “estimada por peritos em 300 milhares de dólares (209 milhares de euros) em cinco anos”, “implica a contribuição de grandes instituições financeiras internacionais e, por consequência, a necessidade de Sarkozy obter o aval dos Estados Unidos”.

Sarkozy anunciou a intenção de lançar as bases de uma união mediterrânica durante um discurso em Tanger, norte de Marrocos, na passada terça-feira, exortando ainda “todos os outros países, que não fazem parte da orla mediterrânica, a assistirem à reunião enquanto observadores”.

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