Iraque

Turquia ameaça com incursão no norte para neutralizar separatistas


 

Lusa / AO online   Internacional   9 de Out de 2007, 17:17

O governo turco anunciou hoje novas medidas destinadas a neutralizar os separatistas curdos do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) e ameaçou lançar uma incursão no norte do Iraque se isso se revelar necessário.
    "Foram dadas às instituições envolvidas as ordens e instruções necessárias (…) para que sejam tomadas todas as medidas jurídicas, económicas e políticas - incluindo, se necessário, uma operação transfronteiriça - contra a presença da organização terrorista no país vizinho", lê-se num comunicado, que se refere ao PKK e ao Iraque.

    O documento foi divulgado após uma reunião do Conselho superior de luta contra o terrorismo, presidido pelo primeiro-ministro turco Recep Tayyip Erdogan, que foi convocada depois de, nos últimos dias, 15 soldados turcos terem sido mortos por rebeldes do PKK no sudeste da Turquia.

    Numa primeira reacção oficial a esta ameaça, o governo do Iraque sublinhou que "o acordo de segurança assinado entre a Turquia e o Iraque é o quadro adequado à preservação da segurança dos dois países".

    A Turquia e Bagdad assinaram a 28 de Setembro um acordo de segurança destinado a controlar o PKK, mas Ancara continua sem receber resposta de Bagdad a um pedido formulado há meses para lançar uma incursão no Curdistão iraquiano, onde o PKK tem estabelecidas várias bases.

    Os Estados Unidos, aliados dos curdos iraquianos, já reagiram a estas ameaças. O porta-voz do Departamento de Estado, Sean McCormack, afirmou hoje em Washington que "incursões unilaterais" não "são solução para o terrorismo" e frisou que os Estados Unidos "há meses e meses que fala (com a Turquia) da importância da cooperação para a resolução deste problema".

    O PKK, considerado uma organização terrorista por Ancara, pela União Europeia e pelos Estados Unidos, lançou em 1984 uma luta armada separatista que visa obter a independência da região sudeste da Turquia, luta que desde então causou mais de 35.000 mortos.

    Apoiado ou apenas tolerado pelos movimentos curdos do norte do Iraque, o PKK tem várias bases nessa região.
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