Turismo

Transportes aéreos voltam a penalizar turismo

Os resultados negativos do turismo açoriano continuam a justificar a alteração do modelo de transporte aéreo no sentido de uma oferta com preços mais competitivos, reitera o presidente da Câmara do Comércio e Indústria de Ponta Delgada.


Em declarações à Rádio/Açores TSF, a propósito da evolução do sector do turismo nos primeiros oito meses do ano, Mário Fortuna afirmou que eram expectáveis dificuldades com a crise que se vive a nível nacional e internacional, embora admita que a descida nas dormidas tenha sido maior do que se previa, com reflexo nas receitas.

Segundo Mário Fortuna há uma leitura a fazer que é questionar porque motivo algumas regiões do país registam um aumento de dormidas em Agosto - Alentejo, Norte e Lisboa - e os Açores não.

“Tal deve-se ao facto do destino Açores ser mais caro e isto deve-se ao elevado custo dos transportes”, releva.

Por isso, Fortuna volta a insistir na necessidade do Governo Regional “encontrar um modelo de transporte que propicie passagens a preços competitivos”.

Recorde-se que de Janeiro a Agosto, nos estabelecimentos hoteleiros dos Açores, registaram-se 752,2 mil dormidas, valor inferior em 8,6% ao registado em igual período de 2008.

Naquele período, os residentes em Portugal atingiram 349,8 mil dormidas, correspondendo a um decréscimo homólogo de 10,3%, e os residentes no estrangeiro atingiram 402,4 mil dormidas, o que significa uma quebra em termos homólogos de 7,1%.

Até Agosto todas as ilhas apresentaram variações homólogas negativas, à excepção do Pico com um aumento de 2,6%.

As quebras mais acentuadas verificaram-se nas Flores, no Faial e em São Miguel, respectivamente com, 15,4%, 10,6% e 9,1%.

Quanto aos proveitos totais, até Agosto atingiram 36 milhões de euros, uma variação homóloga negativa de 8,5%. Só em Agosto as dormidas caíram 11,6% e os proveitos totais 12,1%.|
PUB

Informação transmitida pela GNR impede tripulação de veleiros de desembarcar no porto das Lajes das Flores, mesmo sendo proveniente do espaço Schengen. Economia local pode sofrer impacto, visto que anualmente chegam, em média, cerca de 300 veleiros à ilha. Tema já foi levantado pela Iniciativa Liberal/Açores, que pediu esclarecimentos ao Governo Regional