Trabalhadores dizem que empresas dos Açores enfrentam "alguns problemas" financeiros

Trabalhadores dizem que empresas dos Açores enfrentam "alguns problemas" financeiros

 

Lusa/Ao online   Regional   29 de Dez de 2018, 11:22

Um inquérito denominado Sistema de Indicadores de Alerta aponta que 53,1% dos trabalhadores das empresas dos Açores consideram que estas enfrentam “alguns problemas” financeiros, tendo as referências a “muito problemas” descido 3,2% em relação a 2017.

Promovido pelo Observatório do Emprego e Formação Profissional dos Açores, o inquérito, hoje divulgado em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, através de uma nota de imprensa do Governo Regional, refere que as empresas com “muitos problemas” abrangem 2.545 trabalhadores, menos 673 do que em 2017.

No estudo, cuja adesão é facultativa, participaram 870 empresas, com 10 e mais trabalhadores, tendo-se obtido um índice global de respostas na ordem dos 83,2%, consubstanciadas em 724 respostas válidas.

No capítulo do emprego, verifica-se que a classificação como “saldo positivo” é superior ao das empresas que apresentam “saldo negativo', sendo a diferença de 37 pontos percentuais, refere-se no documento.

O inquérito adianta que a percentagem de trabalhadores nas empresas que caraterizam a sua situação como “regular” é a mais elevada, enquanto a definição como “boa” continua a ser superior à caraterização como “má”.

O documento promove ainda uma análise à situação do mercado/concorrência, sendo que a percentagem mais elevada de trabalhadores nas empresas respondeu que existem “alguns problemas” (60,6%), seguindo-se “sem problemas”, com 26,9%, tendo 12,5% dos trabalhadores referido “muitos problemas”.

Em termos comparativos com 2017, verifica-se uma descida de 2,1 pontos percentuais nos que responderam “alguns problemas”, uma diminuição de 0,1 na classificação “muitos problemas” e uma subida de dois pontos percentuais no caso da resposta “sem problemas”.

Quanto às previsões de emprego de curto prazo para o total das atividades, a expetativa das empresas que não esperam qualquer alteração representa 69,8% de trabalhadores, enquanto a percentagem de ativos nas empresas que aguardavam “aumento” no número de trabalhadores é de 20,2%.

Nas previsões de emprego de médio prazo para o total das atividades, a expetativa de “manutenção do volume de emprego” de trabalhadores situa-se nos 70,7%, valor superior a 2017.

Em termos de salários, as empresas que referem a "não ocorrência" de qualquer tipo de anormalidade quanto ao "pagamento de salários" representam 95% dos trabalhadores, sendo 5% (menos 2,1 pontos percentuais face a 2017) a percentagem de trabalhadores das empresas que referem a "não ocorrência" de normalidade no pagamento de salários.

No capítulo de encargos sociais, o inquérito regista que a percentagem de trabalhadores nas empresas onde ocorreu "atraso/suspensão" diminuiu em 2018, face ao ano anterior, tendo-se verificado o mesmo relativamente aos encargos fiscais.


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