Brexit

Teresa May confiante num bom acordo com a UE

Teresa May  confiante num bom acordo com a UE

 

Lusa/AO Online   Internacional   19 de Set de 2018, 15:30

A primeira-ministra britânica, Theresa May, manifestou-se hoje confiante nas negociações para um acordo com a União Europeia, para o qual vai apelar numa cimeira informal na quinta-feira em Salzburgo, Áustria.

"Estou confiante de que podemos fazer um bom acordo", garantiu, numa entrevista hoje publicada pelo tablóide Daily Express, defendendo o plano ‘Chequers’ como uma proposta que concretiza promessas feitas a propósito do ‘Brexit’, como o controlo da imigração.

O plano contempla criar uma área de livre comércio para bens depois do ‘Brexit', o que evitaria os controlos de alfândega e manteria aberta a fronteira irlandesa, ao mesmo tempo que mantém a saída do mercado interno e o fim da liberdade de circulação de europeus no Reino Unido.

"O acordo de saída está praticamente fechado. ‘Chequers' é sobre o futuro relacionamento. Estou a por na mesa o que consideramos ser o plano certo para o Reino Unido e que é um bom acordo para a UE", argumentou.

O negociador-chefe da União Europeia para o ‘Brexit', Michel Barnier, reiterou na terça-feira que "o mês de outubro é o momento da verdade" para determinar se é possível um acordo com o Reino Unido para a saída do bloco europeu.

O próprio Governo britânico admitiu estar a fazer preparativos para a eventualidade de não se conseguir chegar a um consenso e publicou dezenas de notas técnicas para informar cidadãos e empresas sobre as potenciais consequências.

Porém, Theresa May pretende fazer um novo apelo na quinta-feira, durante o encontro informal de chefes de Estado e de Governo da UE, para conseguir um entendimento nas próximas semanas, a tempo de ser aprovado pelo parlamento britânico e europeus antes da data do ‘Brexit’, a 29 de março de 2019.

"O que eu ouço de outros líderes da UE é que reconhecem o calendário e a importância de mostrar que podemos sentar-nos e chegar a um acordo", garantiu.

A primeira-ministra reiterou opor-se a um novo referendo ao ‘Brexit’, alegando que poderia desgastar a confiança dos eleitores nos políticos.



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