Supremo Tribunal de Taiwan recusa contestação de 5 juízes e ordena que cumpram pena de prisão


 

Lusa/AO online   Internacional   18 de Out de 2013, 11:59

O Supremo Tribunal de Taiwan revelou ter rejeitado a contestação final de cinco juízes dos tribunais superiores às sentenças de prisão por corrupção que lhes foram aplicadas no que é considerado um dos piores casos do subornos na ilha.

 

O Supremo Tribunal explica que o antigo juiz Tsai Kuang-Chih, que desempenhava funções no Supremo Tribunal, terá de cumprir 20 anos de cadeia e pagar uma multa de 3,5 milhões de dólares de Taiwan por ter aceitado subornos para interferir em dois processos judiciais.

Num primeiro julgamento, os colegas Chen Jung-ho e Li CHun-ti foram condenados, respetivamente, a 18 anos de cadeia e a 11 anos e meio de cadeia, também por ter aceitado subornos equivalentes e através de Tsai Kuang-Chih, para absolverem um antigo deputado num caso de aproveitamento de terrenos.

O escândalo foi tornado público em 2010, levou à demissão do chefe do sistema judicial, Lai In-jaw, que resignou assumindo responsabilidade política, e obrigou o presidente Ma Ying-jeou a criar um novo observatório contra a corrupção.

Num segundo caso, Tsai Kuang-Chih foi condenado com o juiz Fang A-Sheng, do Tribunal Superior, por receberem cerca de três milhões de dólares de Taiwan do juiz Chang Ping-lung para o absolver de uma acusação de corrupção apresentada em 2005.

Enquanto os juízes Fang A-Sheng e Chang Ping-lung estavam já detidos, Tsai Kuang-Chih, Chen Jung-ho e Li CHun-ti continuavam em liberdade devido aos recursos.

Taiwan tem sido notícia por casos de corrupção envolvendo altas figuras do poder, com destaque para Chen Chui-bian, o antigo presidente da ilha que cumpre 20 anos de cadeia por diversos casos de corrupção e utilização indevida de dinheiros públicos.


Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
Consulte os termos e condições de utilização e a política de privacidade do site do Açoriano Oriental.