“Sermos 'pequenos' torna tudo mais especial”, defende Dário Ferreira, jovem músico açoriano premiado em Londres

“Sermos 'pequenos' torna tudo mais especial”, defende Dário Ferreira, jovem músico açoriano premiado em Londres

 

Tatiana Ourique / AO Online   Regional   23 de Jan de 2019, 20:01

O jovem terceirense foi distinguido pela London Music School como "Student of the year", um prémio baseado em resultados académicos, empenho e horas de dedicação.

Chama-se Dário Miguel Silveira Ferreira, tem 24 anos e nasceu em Angra do Heroísmo. Fez formação em Sistemas de Informação Geográfica mas a música tomou conta da sua vida. Estudou Music Performance and Production na London Music School.

Desde 2011 integrou diversos projetos musicais como Back in Time, Alman Egra, Tocaky, Backstage Band, Safira, Fadalistas, Pó de Palco, Triplet e, mais recentemente, Tiger & The Light Side. Pelas mãos já lhe passaram diversos instrumentos: guitarras – acústica, elétrica e clássica- banjo, baixo, piano, percussões e bateria e garante que o que mais detesta é rebentar uma corda quando está em palco.

Dário decidiu investir na experiência e formação e embarcou numa aventura de 7 meses em Londres. Foi. Mas voltou à região porque, apesar de ser um meio pequeno, nos Açores os músicos têm alguns privilégios: “muitas vezes temos oportunidade de ver e às vezes tocar com artistas de grande nome que nunca esperávamos que passassem por este pequeno paraíso. O facto de sermos “pequenos”, em tamanho, torna tudo ainda mais especial e quando há a oportunidade de ir mais além é realmente um grande feito para todos nós. Tenho vindo a ser reconhecido no meio da música a nível Açores, o que me deixa muito feliz e realizado porque tenho mesmo muito orgulho em ser açoriano”.

A música está-lhe no sangue e o pai Antero e o irmão Bruno são os mais fiéis companheiros de palco. “A família de músicos já vem desde os meus avós, mas sem dúvida que o meu pai e o meu irmão foram a maior influência para integrar este mundo. Não foi incentivo da parte deles, mas o facto de os acompanhar no que faziam levou-me a criar o gosto por tudo o que envolvia o mundo da música e um dia acabei por ter o tal “click”. É sempre muito especial depois de passar uns tempos a tocar com outros músicos/projetos, quando volto a tocar com a família há sempre um sentimento de “Lar, doce lar” e recordo-me sempre que foi com eles que tudo começou”.

O jovem terceirense adianta que a relação com o pai foi sempre muito boa nos contextos pessoal e musical e aprecia o facto de Antero saber distinguir os papéis de pai e de parceiro de palco.

A decisão de ir para Londres aconteceu aos 23, quando percebeu que a música era, para ele, vida: “tinha que ser bom, começar a trabalhar mais, dedicar-me a 100% e formar-me, que é o que a maioria das pessoas fazem quando querem ser boas na sua área, ter o conhecimento de tudo o que essa envolve e estar confiantes com o que fazem. Já tinha bastante prática, mas faltava a teoria e foi então que decidi ir para uma escola para juntar a teoria à prática e levá-las mais longe”. Londres surgiu naturalmente, como fascinante capital das artes “quando se fala em música e formação, Londres vem logo à cabeça. Foi sempre considerada uma das capitais das artes, não só pelos grandes nomes que lá nasceram, mas também pelos que lá fizeram história, pelas enormes performances que a cidade nos presenteia, pelas grandes oportunidades, pela inspiração e óbvio pela excelente formação. Foi aí que pensei, após longas horas de pesquisa que se era para voar tinha que ser alto".

No currículo fica a passagem pela London Music School. Um ensino que considerou “Intenso, mas fluido e quase natural. Acho que quem vai para lá estudar, vai por gosto. O resto é natural. Quem vai estudar música para Londres quer saber tudo sobre o passado e isso acaba por fazer parte do ensino. Neste aspecto tive muita sorte na London Music School porque os meus grandes amigos Martin Keating (diretor da escola) e o seu irmão Kevin Keating (o meu professor de guitarra) viveram em grande parte desses tempos e conviveram com esses grandes nomes através do seu pai John “Johnny” Keating que trabalhava com grande parte desses vultos. Foram longas horas de conversas, histórias e cultura”.

O novo projeto de Dário Ferreira chama-se “Tiger & The Light Side”. Com base no Folk-Rock, mas com uma mistura de influências, o que “torna a coisa um bocadinho mais especial porque vai buscar um bocadinho de outros géneros musicais”.
O primeiro single já foi lançado. Chama-se "Shadow In The Dark" e já tem o vídeo disponível em diversas plataformas.



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