Seguro acusa Passos de faltar à palavra sobre cortes nas reformas

Seguro acusa Passos de faltar à palavra sobre cortes nas reformas

 

Lusa/AO Online   Nacional   21 de Set de 2013, 14:27

O secretário-geral do PS, António José Seguro, acusou hoje o primeiro-ministro de faltar à palavra quando há dois anos prometeu ser contra o corte retroativo das reformas e desafiou-o a explicar porque é que mudou de ideias.

"Passos Coelho prometeu há dois anos que não cortava retroativamente nas reformas, garantiu isso aos portugueses e agora está a fazer o contrário, faltando à sua palavra, faltando à verdade e não assumindo os compromissos com os portugueses", disse António José Seguro no final de uma arruada com o candidato a Sintra do PS, Basílio Horta. O líder socialista adiantou que "este assunto é da maior gravidade", uma vez que, em abril de 2011, quando "Passos Coelho andava a pedir os votos aos portugueses, disse textualmente que era contra o corte retroativo nas reformas, porque isso significaria o Estado apropriar-se de dinheiro que não era seu". "O primeiro-ministro disse uma coisa para apanhar votos e está a fazer outra completamente diferente no Governo. É altura de dizer aos portugueses porque é que prometeu uma coisa nas eleições e está a fazer outra completamente diferente quando está no Governo", sublinhou António José Seguro. Depois de esta semana terem estado em Sintra os antigos presidentes da República, Mário Soares e Jorge Sampaio, bem como o fundador do CDS-PP e antigo ministro socialista Freitas do Amaral, hoje foi a vez do líder do PS se juntar à campanha de Basílio Horta. Junto à estação ferroviária de Queluz, o líder socialista discursou para cerca de três centenas de pessoas, em cima de uma cadeira, tendo afirmado que "de norte a sul, do interior ao litoral" muitos portugueses lhe dão conta da "situação dramática em que vivem", afirmando estarem "desencantados com os políticos". "Uma das razões porque as pessoas estão desencantadas com a política é, precisamente, por haver políticos que prometem uma coisa para ganhar os votos e fazem outra completamente diferente no Governo. E Passos Coelhos é um desses", adiantou.


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