Ambiente

PSD de Angra acusa autarquia de desperdício de água em tempo de cortes


 

Lusa/AO online   Regional   25 de Ago de 2008, 15:31

O PSD de Angra do Heroísmo, ilha Terceira, acusou os serviços municipalizados do concelho de falta de investimentos na rede de água, alegando desperdícios e cortes no abastecimento público.
    Carla Bretão, presidente da concelhia social-democrata, disse, em conferência de imprensa, que “existe um desperdício de 30 por cento na rede de águas do concelho, que poderia atenuar os cortes que se verificam em diferentes freguesias do concelho”.

    “Está demonstrado que tínhamos razão nos nossos anteriores alertas sobre a falta de investimento que deveriam ter começado há oito anos, altura em que houve dinheiro para tudo menos para o bem-estar da população”, sublinhou.

    Na última semana, os serviços municipalizados de Angra do Heroísmo iniciaram cortes no abastecimento de água, para equilibrar a distribuição, uma vez que as reservas para consumo público estão a cerca de 15 a 20 por cento.

    Na altura, a presidente dos serviços municipalizados adiantou que os cortes “planeados” vão manter-se, provavelmente, durante três semanas, por períodos aproximados de 24 horas, alternadamente, mas não abrange a totalidade da população, apenas 40 por cento.

    "Dada a falta de chuva, a água disponível nos pontos de abastecimento representa apenas cerca de 15 a 20 por cento daquela que é a sua captação máxima", afirmou Sofia Couto, lembrando que não se trata de uma avaria.

    Para a concelhia de Angra do Heroísmo do PSD/Açores, “foi a falta de investimento, de planeamento e a má gestão que originaram esta situação”.

    “Os desperdícios são evidentes como o de esta torneira [que mostrou no local], junto à desactivada Estação de Tratamentos de Águas Residuais (ETAR) de São Sebastião, que não se fecha e a água vai derramando sem servir ninguém, o que exemplifica o nosso protesto”, disse Carla Bretão.

    Segundo adiantou, os serviços municipalizados têm divulgado a informação de que “os investimentos vão ser efectuados no próximo ano, mas, até agora, houve dinheiro para festas e foguetes e não para servir a população”.

    Também o vice-presidente do CDS-PP Açores, Nuno Melo Alves, acusou a autarquia e o Governo Regional de serem responsáveis da falta de água na Terceira e em outras ilhas.

    No caso da ilha Terceira, o dirigente popular salientou que “existem zonas onde o fluxo de água é quase insuficiente para fazer funcionar o esquentador, e outras onde as torneiras ficam sem pingo de água”.

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