PS/Açores diz que governa região com objetivo de "salvaguardar tempos futuros"

O líder parlamentar do PS/Açores, Francisco César, declarou esta quinta-feira, em debate parlamentar sobre o Plano e Orçamento para 2020, que o partido governa a região "para vencer" nos tempos presentes, mas também para "salvaguardar tempos futuros".



"Não governamos por lapsos de tempo, para clientelas ocasionais ou para fazer apenas constar. Governamos para vencer no nosso tempo e salvaguardar tempos futuros. Não governamos só por causa do que aconteceu no dia anterior, mas, sobretudo, com os olhos postos nos dias seguintes", sublinhou o parlamentar.

O socialista falava na intervenção final da discussão do Plano e Orçamento dos Açores para 2020, debate parlamentar que se iniciou na terça-feira e se conclui na sexta-feira.

No seu discurso, Francisco César reconheceu que o executivo socialista liderado por Vasco Cordeiro "não é, nem será infalível", mas a região, advoga, tem outro problema: "Uma oposição que falha na maior parte das vezes".

"Verdadeiramente, há partidos que ajudam, que se envolvem nos casos difíceis com o mesmo empenhamento com que se associam aos sucessos, que procuram o melhor para os Açores e que se enobrecem com isso. Com eles temos gosto em trabalhar e, apesar das divergências que o PS mantém com esses partidos, obrigamo-nos a reconhecer que partidos como o PCP ou o CDS não se confinam, como outros, à procura de justificações para se oporem, mas sim à procura de pontos comuns", considerou.

Traçando analogias em várias áreas entre anos passados e os Açores no presente, o chefe da bancada do PS sinalizou ainda que os "fenómenos de pobreza e de privação que afligem ainda, infelizmente, milhares de açorianos" são matéria que merece cuidado e preocupação.

"É um esforço que mobiliza o Governo [Regional], mas que igualmente responsabiliza as autarquias, os empregadores e as instituições sociais", disse.

As propostas de Plano e Orçamento para o próximo ano, acrescentou ainda, "não são compromissos panfletários".

E rematou: "São, como nos habituámos a provar, ano após ano, compromissos para valer, metas para alcançar, avanços para concretizar, iniciativas para consolidar e medidas em que queremos inovar".


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