Numa declaração pelas 09:30 junto à residência oficial no número 10 de Downing Street, Starmer indicou que o sucessor deverá estar em funções em setembro.
Keir Starmer, cuja impopularidade é refletida nas sondagens, estava sob intensa pressão interna para se demitir na sequência de vários erros políticos e após maus resultados nas eleições locais e regionais de maio.
"Vou solicitar ao Comité Executivo Nacional do Partido Trabalhista que estabeleça um calendário, com o início das candidaturas a 09 de julho e a sua conclusão antes das férias parlamentares de verão (16 de julho). No caso de haver uma disputa, isto garantirá que um novo líder esteja em funções antes do regresso do Parlamento em setembro", adiantou.
Starmer disse que permanecerá em funções uma potencial eleição interna para a liderança do partido esteja concluída.
"Farei tudo o que estiver ao meu alcance para garantir uma transição de poder ordenada. Darei ao meu sucessor o meu apoio total e inequívoco, sabendo que ele herdará um Reino Unido muito mais forte e mais justo do que aquele que herdei há dois anos", garantiu.
Keir Starmer, cuja impopularidade é refletida nas sondagens, estava sob intensa pressão interna para se demitir na sequência de vários erros políticos e após maus resultados nas eleições locais e regionais de maio.
"A questão que o meu partido coloca agora é se estou em melhor posição para nos liderar nas próximas eleições gerais. Ouvi a resposta do meu grupo parlamentar a essa questão. E aceito essa resposta com dignidade", admitiu.
O chefe do Governo indicou que falou com o Rei Carlos III esta manhã para o informar da decisão, embora a demissão de primeiro-ministro só aconteça após ser encontrado um sucessor à frente do Partido Trabalhista.
Segundo a tradição, este será chamado a formar governo enquanto líder do partido com maioria parlamentar, sem a necessidade de convocar eleições legislativas.
Recordando o contexto em que foi eleito, num regresso do Partido Trabalhista ao poder após 14 anos na oposição e enumerando uma série de conquistas ao longo de 23 anos de Governo, Starmer encerrou de forma emotiva.
"Quando deixar o cargo mais importante do país, vou dedicar mais tempo à tarefa mais importante: ser o melhor marido possível para a minha fantástica esposa, Vic, que tem sido um pilar ao meu lado nos bons e maus momentos, e ser o melhor pai possível para os meus lindos filhos, que são o meu orgulho e a minha alegria", disse.
