De acordo com Marco Oliveira, presidente da junta de freguesia, os moradores da zona da Cruz “há uma semana” que já sentiam pequenas derrocadas. “A situação piorou na madrugada de domingo, com uma grande derrocada, que mais parecia um tremor de terra”, conta o autarca ao Açoriano Oriental.
O deslize de terra afetou duas moradias (uma delas não habitada no momento), bem como parte do quintal de um senhor que plantava algumas hortaliças.
De acordo com o presidente da junta de Santo António, a Proteção Civil Municipal foi imediatamente chamada ao local, tendo determinado que os moradores da casa afetada, composta por quatro pessoas adultas, abandonassem o local por falta de condições de segurança, com a família a encontrar guarida em casa de um familiar.
“Também tivemos a chamada de uma outra família, moradora na mesma zona e com duas filhas menores, que saíram de sua casa por receio de mais derrocadas”, acrescenta o edil.
A junta de freguesia apelou à população que não circule no local, “salvo em caso de absoluta necessidade” e “adotando sempre todas as precauções para salvaguardar a sua segurança”.
O presidente de junta explica que também determinou o encerramento temporário do trilho da Vigia, por motivos de segurança, sinalizando no início e no fim do percurso a sua proibição.
Marco Oliveira acrescenta que já comunicou com o departamento do Governo Regional dos Açores responsável pelos trilhos para que tome as devidas medidas.
Segundo o autarca, a situação exige cuidados, pois ainda há perigo “de mais derrocadas”. Ontem, já esteve no local um engenheiro da Proteção Civil Municipal, para inteirar-se da situação, estando prevista a deslocação de mais um técnico amanhã, terça-feira, para documentar o ocorrido e avaliar a extensão da derrocada, com recurso a um drone.
