Segundo a procuradora de Carpentras, Hélène Mourges, as causas da morte continuam a ser investigadas, mas a exposição a temperaturas extremas constitui, para já, a principal hipótese.
“A causa da morte ainda está a ser investigada, mas a onda de calor é a principal hipótese”, explicou a magistrada.
A mãe das crianças recebeu assistência dos serviços de emergência e ainda não foi ouvida pelos investigadores, acrescentou Mourges.
Os bombeiros informaram que encontraram as duas crianças em paragem cardiorrespiratória após terem sido alertados para a situação.
O caso ocorreu num contexto de temperaturas excecionalmente elevadas em França, onde 49 departamentos se encontram sob alerta vermelho, o nível máximo de aviso meteorológico para calor extremo.
Segundo o instituto meteorológico francês, Météo-France, mais de 90% da população está a ser afetada pela atual vaga de calor, que poderá tornar hoje o dia mais quente alguma vez registado no país.
A agência meteorológica classificou o fenómeno como de intensidade “excecional”, comparável à onda de calor de agosto de 2003, que provocou cerca de 15 mil mortos em França, embora a duração do episódio atual permaneça incerta.
No domingo, três idosos morreram nas suas habitações no departamento de Gironde, no sudoeste do país, devido às elevadas temperaturas, segundo as autoridades locais.
O calor extremo coincidiu também com um aumento de acidentes em zonas balneares e cursos de água, tendo pelo menos 13 pessoas morrido afogadas durante o fim de semana em França, de acordo com os serviços de proteção civil.
