Açoriano Oriental
PPM diz que jantar do fim de ano do PR no Corvo foi “fracasso monumental”

O Partido Popular Monárquico (PPM) acusou esta quarta feira o Presidente da República de se deixar instrumentalizar pelos interesses do Partido Socialista dos Açores, considerando um "fracasso monumental" o jantar da passagem de ano no Corvo.

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Foto: Álvaro Miranda
Autor: AO Online/ Lusa

"Em virtude de Marcelo Rebelo de Sousa se ter deixado raptar e instrumentalizar pelos interesses do Partido Socialista, o jantar de fim de ano constituiu um fracasso monumental. Não estiveram presentes mais de seis dezenas de residentes na ilha do Corvo. Isto no âmbito de uma população que soma mais de 430 pessoas", lê-se, em comunicado, do deputado monárquico na Assembleia Regional, eleito pelo Corvo, Paulo Estêvão.

Este ano, e pela primeira vez, a mensagem de Ano Novo do Presidente da República foi transmitida a partir do Corvo, a ilha mais pequena do arquipélago dos Açores, onde Marcelo Rebelo de Sousa fez a sua passagem de ano, com os habitantes da ilha açoriana, a 1.890 quilómetros de Lisboa.

Na noite da passagem de ano, Marcelo Rebelo de Sousa, acompanhado pelo presidente do Governo Regional dos Açores, Vasco Cordeiro (PS), marcou presença num jantar, onde se esperariam, inicialmente, cerca de 250 pessoas do Corvo, número que, segundo o PPM, não correspondem à realidade.

"No final da noite, o Presidente da República falava na presença de 160 ou 180 pessoas. É falso! Retirando os membros da comitiva que o acompanharam, as entidades que se deslocaram para acompanhar o evento e até alguns turistas, o número de residentes presentes no evento não superou as 60 pessoas", afirmou Estêvão.

O parlamentar regional assinalou que nem ele nem nenhum dos sete deputados (num total de 15) do grupo municipal do PPM/CDS-PP na assembleia de Vila de Corvo (único município da ilha) marcaram presença no jantar.

Para o PPM, no jantar de fim de ano, foi como se Marcelo Rebelo de Sousa "tivesse comparecido num comício local" do PS, destacando que o Chefe de Estado ignorou os “problemas locais" e limitou-se a "distribuir beijinhos" no "regaço do poderoso e eterno poder socialista regional".

"[As pessoas querem é que o chefe de Estado] seja o porta-voz da população e que seja um ponto de equilíbrio entre os diversos agentes políticos. Ao colar-se de forma ostensiva ao poder regional, o Presidente da República perdeu o apoio de todos os outros setores de opinião", destacou.

Hoje, o Presidente da República realizou a tradicional mensagem de Ano Novo, desejando hoje um 2020 "de esperança", com um "Governo forte, concretizador e dialogante", uma "oposição forte e alternativa", pedindo que se concentrem esforços "na saúde, na segurança, na coesão e inclusão".

Na mensagem, Marcelo Rebelo de Sousa admitiu que "começar o ano num dos pontos mais longínquos no território físico" de Portugal, "na ilha do Corvo, é uma sensação única feita de admiração pela gesta açoriana".

O PR também tomou esta manhã o seu primeiro banho de mar de 2020, aproveitando a água "muito boa" do Corvo, nuns Açores que lhe dão "muita sorte".


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