Açores

Pescadores exigem mudanças no transporte aéreo de peixe

Pescadores exigem mudanças no transporte aéreo de peixe

 

Lusa / AO online   Regional   3 de Nov de 2007, 13:29

Os pescadores açorianos exigem uma "urgente" reformulação da política de transporte aéreo, de forma a permitir um "correcto e eficaz" escoamento do peixe fresco.

    Esta é uma das principais conclusões do II Congresso das Pescas dos Açores, que terminou hoje na cidade da Horta e que juntou cerca de centena e meia de pescadores, armadores, associações e sindicatos da classe e investigadores e políticos ligados ao sector.

    Jorge Gonçalves, um dos organizadores do Congresso, disse na sessão de encerramento, realizada esta manhã, que o transporte aéreo tem prejudicado o escoamento do peixe fresco no arquipélago, em especial nas ilhas mais pequenas.

    Segundo explicou, existem duas matérias na área do transporte aéreo que estão a provocar "graves consequências" no sector das pescas nas ilhas, por um lado, a diferenciação no valor do transporte de pescado entre a TAP e a SATA Internacional e por outro, a fraca oferta de escoamento nas ilhas que não têm ligações directas com o exterior.

    Os pescadores açorianos consideram também "urgente" a regionalização das competências do IPTM - Instituto Portuário dos Transportes Marítimos, bem como a alteração do seu actual sistema de funcionamento.

    Para Jorge Gonçalves, o IPTM tem-se revelado "demasiado centralizador", por um lado, e um "autêntico sorvedouro de dinheiros", por outro.

    Na ocasião, o sub-secretário regional das Pescas, defendeu a imposição de tectos de capturas, a restrição de artes de pesca e a limitação da entrada de embarcações em diferentes zonas de pecas, para se "evitar o colapso nas nossas pescarias".

    Marcelo Pamplona voltou a criticar a actual política comum de pescas da União Europeia, que defende o princípio do livre acesso das embarcações de pescas comunitárias a todas as águas, "sem ter em conta os diferentes ecossistemas marinhos".

    No seu entender, esta solução "conduz a uma situação de favorecimento das frotas de maior capacidade pesqueira, em detrimento da pequena pesca costeira", o que poderá ter "graves consequências", num futuro próximo, para a estrutura social e económica das comunidades piscatórias das ilhas.

    Por essa razão, o governante garantiu que o executivo açoriano vai continuar a defender, "em todas as instâncias comunitárias", a necessidade da preservação dos recursos marinhos.
Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
Consulte os termos e condições de utilização e a política de privacidade do site do Açoriano Oriental.