Papa Bento XVI "próximo" dos cristãos do Iraque


 

Lusa / AO online   Internacional   21 de Nov de 2010, 12:32

O Papa Bento XVI afirmou hoje estar “próximo” dos cristãos do Iraque que “sofrem perseguições e discriminações”, pedindo a liberdade religiosa para todas as pessoas no mundo inteiro.

“As comunidades religiosas rezam hoje em Itália, a convite dos seus bispos, pelos cristãos que sofrem perseguições e discriminações, mais particularmente no Iraque”, afirmou o Papa depois da oração do Angelus, na praça de São Pedro no Vaticano.

“Uno-me a esta invocação da vida e da paz a Deus para que em cada região do mundo a liberdade religiosa seja assegurada para todos. Fico próximo destes irmãos e irmãs pelo seu importante testemunho de fé face a Deus”, concluiu Bento XVI.

O papa já tinha condenado “a violência absurda e feroz” visando “pessoas sem defesa” no Iraque a 1 de novembro último, um dia depois do atentado perpetrado por um grupo da AL-Qaida na catedral siríaca católica de Bagdad, do qual resultaram mortos 46 civis, incluindo dois padres, e sete membros das forças de segurança.

Segundo os números da Igreja, os católicos no Iraque passaram de 2,89 por cento da população em 1980 (378 000) para 0,94 por cento em 2008 (301 000).

Antes da oração do Angelus, Bento XVI impôs hoje aos 24 novos cardeais o anel cardinalício durante uma missa solene durante a qual sublinhou a missão da Igreja para transformar a terra e para que nesta germine a paz e a justiça.

No dia em que a Igreja comemora a festa de Cristo Rei, Bento XVI pronunciou na basílica de São Pedro uma homilia durante a qual afirmou que o seu ministério está baseado na fé em Cristo e que por isso o seu trabalho é “difícil” porque “não alinha” com a maneira de pensar dos homens.

Depois da homilia e perante cerca de sete mil pessoas que enchiam o templo, Bento XVI procedeu à imposição dos anéis.

Depois de terem recebido o anel hoje e o capelo no sábado, os novos cardeais tomarão posse nas próximas semanas das igrejas de Roma que lhes sejam atribuídas pelo Papa, que simbolizam a participação dos cardeais no cuidado da Cidade Eterna da qualo Papa é o bispo.

Sábado, o papa Bento XVI proclamou solenemente os 24 novos cardeais no início de um consistório na basílica de São Pedro, o terceiro do seu pontificado.

Depois da leitura em latim do ritual da criação de cardeais e da proclamação dos mesmos, o Papa colocou durante a cerimónia o capelo cardinalício, que juntamente com o anel, são os símbolos dos “príncipes da Igreja”.

Dos novos cardeais, 20 são eleitores porque têm menos de 80 anos, ou seja podem participar num eventual conclave para eleger o Papa.

Os outros quatro são octogenários pelo que não podem entrar nos conclaves mas podem ser eleitos papa.

Dos 24, quinze são europeus, dois da América Latina, dois norte-americanos, quatro africanos e um é asiático.

O Colégio cardinalício fica composto por 203 “príncipes da Igreja”, dos quais 121 poderão participar num eventual conclave para eleger o Papa por terem menos de 80 anos.

Os dois cardeais portugueses são José Saraiva Martins e José Policarpo.

Destes 203 cardeais, 111 são europeus, 31 da América latina, 21 dos Estados Unidos e Canadá, 17 africanos, 19 asiáticos e quatro da Oceânia.

Bento XVI já tinha nomeado 38 cardeais (36 ainda vivos, 30 com direito a voto).

Depois deste consistório, a Itália reforça o seu estatuto de país com maior número de cardeais eleitores (25).

À Itália seguem-se os Estados Unidos (13 cardeais eleitores), Alemanha (seis), Brasil, Espanha e França (cinco cada), México e Polónia (quatro cada).

Estes oito países totalizam 67 cardeais com direito a voto num eventual conclave, mais de metade do colégio de eleitores.

Qualquer cardeal é, acima de tudo, um conselheiro específico que pode ser consultado em determinados assuntos quando o papa o desejar, pessoal ou colegialmente.

Durante o período de "Sede vacante", após a morte do papa, o colégio cardinalício desempenha uma importante função no governo geral da Igreja e também no governo do Estado da Cidade do Vaticano.

Os requisitos para ser criado cardeal são, basicamente, os mesmos que estabeleceu o Concílio de Trento a 11 de novembro de 1563: homens que receberam a ordenação sacerdotal e se distinguem pela sua doutrina, piedade e prudência no desempenho dos seus deveres.


Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
Consulte os termos e condições de utilização e a política de privacidade do site do Açoriano Oriental.