Insegurança

Onda de assaltos na urbanização Oceanus

Onda de assaltos na urbanização Oceanus

 

Rui Leite Melo   Regional   26 de Out de 2007, 11:37

Os locatários da urbanização Oceanus, na Avenida D. João III, em particular aqueles que ali exploram espaços comerciais ou desenvolvem actividade na área de serviços, estão a viver dias de desespero e de evidente angústia. Sensivelmente desde o início do corrente mês de Outubro, toda a zona tem sido alvo de uma autêntica onda de assaltos. Ali, não é necessário esperar para além da meia noite para se ouvir o disparar de alarmes, cujo som é já demasiado familiar para quem lá habita.

É um facto, isto de acordo com relatos recolhidos junto de pessoas que ali estão instaladas e que já viram o seu espaço invadido, que os furtos estão a atingir uma cadência “quase diária”.

Proprietária de estabelecimento de restauração existente na zona interior da urbanização, que opta por manter o anonimato, refere que “tem sido quase todos os dias, isto de há umas três semanas para cá. Estou aqui instalada há três anos e, mesmo se sempre houve assaltos, não era nada como agora”, diz, acrescentando que no seu caso, foram duas as vezes que nos últimos dias foi vítimsa dos “amigos do alheio”.

Uma das características desta onda de assaltos, é não só um mesmo espaço ser visitado mais de uma vez, mas de todos servirem os interesses dos meliantes, independentemente da área de actividade a que se dedicam.
“Poucos são os espaços aqui da zona que até ao momento escaparam. Acho mesmo que o meu foi o último”, diz uma funcionária de uma loja de decoração. Na lista de vítimas encontram-se poiscafés, talhos, lojas de artigos de desporto, lojas de mobiliário, clínicas médicas, escritórios de diversos serviços. Quanto aos bens furtados, e de acordo com os próprios lesados, o critério também não é muito exigente, inde desde cigarros e pastilhas elásticas a dinheiro, passando por roupa, telemóveis e computadores. Em suma, tudo o que os assaltantes conseguem deitar a mão em tempo útil. Os lojistas desesperam por se verem impotentes em por cobro à situação. Embora todas as lojas disporem de alarme, o facto é que o tempo que medeia entre este disparar e a chegada de auxílio é mais do que o suficiente opara os ladrões fugirem e deixarem prejuiízo. De resto, é convicção de alguns que a localização de dos alarmes ser atempadamente estudada acontecendo que num segundo assalto ao mesmo espaço, o sistema é contornado. Se sobre a actuação da segurança privada não se ouvem críticas, o mesmo não se passa em relação às forças policiais e, principalmente, ao sistema judicial. Relativamente à PSP, e de acordo com um dos testemunhos recolhidos, ela nem sempre será a mais célere: “lembro uma vez que a segurança privada levou cinco minutos a chegar ao local e a PSP meia hora”.

Outros desculpam-na por saberem as limitações que têm em termos de actuação. Aliás, de acordo com os relatos recolhidos junto de quem já foi vítima de furto, a PSP saberá exactamente de quem se trata e que inclusivamente já terá detido um dos autores mas que, devido à lei, foi novamente posto em liberdade.

Mesmo se estes ainda não se estenderão às moradias, a verdade é que continuam os assaltos ao interior de espaços comerciais e de serviços (alguns falam ainda em assaltos à boca das caixas multibanco), mesmo se alguns dizem notar um ligeiro reforço de policiamento, através de uma maior frequência de rondas.

Novas dificuldades numa parte nova e nobre da cidade de Ponta Delgada que pela sua dimensão e tipologias tem cada vez mais presentes os problemas de segurança dos grandes centros urbanos 
 

 

 

 

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