Novo fundo de resgate deverá ser aumentado para dois biliões de euros

Novo fundo de resgate deverá ser aumentado para dois biliões de euros

 

LUSA / Ao online   Economia   24 de Set de 2012, 08:19

Os países da zona euro planeiam aumentar o capital do novo Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE) de 500 mil milhões para dois biliões de euros, através da participação de privados, noticia hoje o semanário alemão Der Spiegel.

A mesma publicação adianta ainda que o ministro das das finanças alemão, Wolfgang Schäuble, é a favor destes planos, que permitirão resgatar grandes economias europeias, como a Itália ou a Espanha, se for necessário.

O modelo para a alavancagem do MEE para dois biliões de euros é o atual Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF), que tem dois instrumentos que permitem que os Estados cubram apenas emissões de risco (obrigações de países mais vulneráveis, por exemplo) e que os privados possam participar em emissões mais seguras.

Os planos de alavancagem do FEEF acabaram, poré, por não avançar, por falta de interessados.

Uma porta-voz do ministério das finanças alemão disse ao Der Spiegel que o objetivo é dotar o MEE de um instrumentário idêntico ao do FEEF, após a entrada em vigor do mecanismo permanente, agendada para oito de outubro, na reunião do eurogrupo.

"Há conversações neste momento em Bruxelas", disse a mesma fonte, adiantando ainda que o ministro Wolfgang Schäuble é favorável aos planos.

Devido à resistência de países como a Finlândia, o MEE ainda não foi alterado para contemplar a alavancagem para dois biliões de euros, mas a questão vai ser debatida esta semana na comissão do orçamento do parlamento alemão, adianta ainda o Der Spiegel.

O ministério das finanças germânico garantiu, no entanto, que mesmo com a alavancagem, a contribuição de Berlim para o MEE não ultrapassará os 190 mil milhões de euros previstos, como impôs, aliás, o Tribunal Constitucional.


Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
Consulte os termos e condições de utilização e a política de privacidade do site do Açoriano Oriental.