Açoriano Oriental
China
Neto de Mao Zedong quer promover ensino do maoismo
Um neto do antigo presidente Mao Zedong, Mao Xinyu, quer criar um organismo universitário dedicado ao estudo do maoismo, mas numa instituição impensável no tempo do seu avô.

Autor: Lusa/AOonline
Se o projecto for aprovado pelo Ministério da Educação chinês, o Instituto Songtian, uma escola privada da Universidade de Cantão, sul da China, terá um departamento de maoismo a partir do próximo ano lectivo, disse domingo um semanário de Pequim.

    Mao Xinyu, 38 anos, formado em História, considera que "os jovens deviam aprender mais sobre a história do Partido Comunista Chinês para compreenderem melhor o desenvolvimento do país".

    "Penso que não será difícil os estudantes formados em maoismo arranjarem emprego", disse o vice-director do Instituto Songtian, Qin Juanying, que é um dos apoiantes do projecto.

    Numa entrevista publicada em Março deste ano, Mao Xinyu disse que ainda via o seu avô como "um homem perfeito" e garantia que Mao "ficaria feliz com as grandes mudanças" ocorridas na China após a sua morte.

    Mao Xinyu é filho de Mao Anqing, o segundo filho de Mao Zedong, falecido em 2007, com 84 anos, e de Shao Hua, falecida em Junho passado.

    O filho mais velho de Mao, Mao Anying, morreu durante a Guerra da Coreia, em 1950, sem deixar filhos. O fundador da Republica Popular da China teve também duas filhas, de diferentes casamentos, mas estas não ficaram com o apelido do pai.

    Mao Zedong morreu em Setembro de 1976. Dois anos depois, sob a direcção de um antigo "revisionista", Deng Xiaoping, a China adoptou uma politica oposta à do antigo presidente e, a seguir, a última cruzada de Mao, a Grande Revolução Cultural Proletária, foi considerada uma "catástrofe".
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