China

Neto de Mao Zedong quer promover ensino do maoismo


 

Lusa/AOonline   Internacional   27 de Out de 2008, 10:52

Um neto do antigo presidente Mao Zedong, Mao Xinyu, quer criar um organismo universitário dedicado ao estudo do maoismo, mas numa instituição impensável no tempo do seu avô.
Se o projecto for aprovado pelo Ministério da Educação chinês, o Instituto Songtian, uma escola privada da Universidade de Cantão, sul da China, terá um departamento de maoismo a partir do próximo ano lectivo, disse domingo um semanário de Pequim.

    Mao Xinyu, 38 anos, formado em História, considera que "os jovens deviam aprender mais sobre a história do Partido Comunista Chinês para compreenderem melhor o desenvolvimento do país".

    "Penso que não será difícil os estudantes formados em maoismo arranjarem emprego", disse o vice-director do Instituto Songtian, Qin Juanying, que é um dos apoiantes do projecto.

    Numa entrevista publicada em Março deste ano, Mao Xinyu disse que ainda via o seu avô como "um homem perfeito" e garantia que Mao "ficaria feliz com as grandes mudanças" ocorridas na China após a sua morte.

    Mao Xinyu é filho de Mao Anqing, o segundo filho de Mao Zedong, falecido em 2007, com 84 anos, e de Shao Hua, falecida em Junho passado.

    O filho mais velho de Mao, Mao Anying, morreu durante a Guerra da Coreia, em 1950, sem deixar filhos. O fundador da Republica Popular da China teve também duas filhas, de diferentes casamentos, mas estas não ficaram com o apelido do pai.

    Mao Zedong morreu em Setembro de 1976. Dois anos depois, sob a direcção de um antigo "revisionista", Deng Xiaoping, a China adoptou uma politica oposta à do antigo presidente e, a seguir, a última cruzada de Mao, a Grande Revolução Cultural Proletária, foi considerada uma "catástrofe".

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