Ministro defende que instituições é que devem decidir o que fecha e o que fica

Ministro defende que instituições é que devem decidir o que fecha e o que fica

 

Lusa/AO Online   Nacional   13 de Dez de 2011, 06:13

O ministro da Educação e Ciência defendeu hoje que devem ser as universidades e politécnicos a concluir o que extinguir ou manter no ensino superior já a partir de 2012, baseadas na avaliação de qualidade.

Numa intervenção no programa "Prós e Contras", na RTP, Nuno Crato manifestou a vontade de começar no próximo ano a reestruturação da rede, atribuindo à tutela um papel de "catalisador" do diálogo entre instituições.

Universidades e politécnicos devem "dialogar e perceber por elas próprias, e por força das circunstâncias", o que é supérfluo e essencial, defendeu.

O ministro rejeitou um papel "coercivo" do governo nesta matéria, afirmando que os resultados da avaliação da qualidade dos cursos da Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior pode ser uma boa bitola para tomar decisões.

Nuno Crato indicou, por exemplo, que não faz sentido "haver dois cursos de enfermagem a 20 quilómetros de distância" com poucos alunos cada um.

Reconhecendo que se deve "proteger a oferta nas pequenas cidades" garantida em muitos casos pelos politécnicos, contrapôs que "não se pode artificialmente ter escolas com cursos de baixa qualidade só porque é bom para as cidades".

"As instituições devem contactar entre si", reiterou, ilustrando que "os politécnicos não podem funcionar como pequenas universidades ou as universidades funcionar como grandes politécnicos".

Nuno Crato caracterizou o problema principal da rede do ensino superior como de oferta formativa, com "duplicação de cursos muito pequenos".

A tendência, advogou, deve ser para que os quadros docentes devam ser "grupos altamente qualificados, em contacto com o que de melhor se faz no mundo".


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