Mesut Özil abandona seleção alemã, na sequência do 'caso' Erdogan


 

Lusa/Ao online   Futebol   23 de Jul de 2018, 00:08

O médio Mesut Özil anunciou este domingo o adeus à seleção alemã de futebol, um mês e meio depois de estalar a polémica em relação a uma foto em que aparece junto ao presidente turco, Recep Tayyip Erdogan.

“Tenho dois corações, um alemão e um turco. Nasci e fui educado na Alemanha e não percebo porque é que há pessoas que continuam sem aceitar que sou alemão”, afirmou o jogador, de 29 anos, que alinha nos ingleses do Arsenal.

Özil, que anunciou a decisão na sua conta na rede social Twitter, acusa a federação alemã de não o aceitar como alemão, apesar de ter conquistado um Mundial, em 2014, ao serviço do país onde nasceu.

O germânico lamenta também a diferença de tratamento que teve em relação aos jogadores de origem polaca Miroslav Klose e Lukas Podolski, questionando se o mesmo se deve ao facto de ser muçulmano.

O médio germânico afirmou que aceitou tirar uma fotografia com Erdogan porque, negando-se, isso poderia ser entendido como uma “falta de respeito”, tendo em conta as suas “raízes turcas” e adiantou que “voltaria” a fazê-lo.

“Para mim, tirar uma foto com o presidente Erdogan não tem nada a ver com política ou eleições, mas com o respeito perante o ocupante do cargo máximo do país da minha família”, explicou o jogador nascido em Gelsenkirchen.

Özil esteve presente no mundial de futebol de 2018, disputado na Rússia, participando no fiasco dos germânicos, eliminados na fase de grupos, pela primeira vez na sua história, ao baterem a Suécia e perderem com México e Coreia do Sul.




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