Merck/Schering consititui maior farmacêutica em Portugal

Merck/Schering  consititui  maior farmacêutica em Portugal

 

Lusa/AO Online   Economia   10 de Nov de 2009, 08:10

A fusão da Merck Sharp & Dohme e da Schering-Plought vai dar origem à maior farmacêutica em Portugal com 600 empregados e um volume de negócios de 300 milhões de euros, afirmou à Lusa o director-geral, José Almeida Bastos.

A nova empresa, designada MSD, vai passar a liderar o mercado português com uma quota de 8 por cento e o responsável garante que a empresa vai continuar a investir em Portugal, embora esteja ainda em aberto o futuro da fábrica da Schering no país.

O negócio avaliado em 41,1 mil milhões de dólares (27,3 mil milhões de euros) foi concluída no dia 3 de Novembro, começando de imediato a integração operacional.

José Almeida Bastos afirmou, em entrevista à Lusa, que a fusão vai permitir dar origem a uma empresa mais forte, líder de mercado, e com “uma presença muito importante na área do ambulatório e na área hospitalar”.

Em termos de reorganização, o responsável afirmou que vão ser feitas sinergias de modo a tirar as “mais-valias possíveis”, cometendo “o mínimo de erros”.

Almeida Bastos não afasta, no entanto, a possibilidade de haver despedimentos em resultado dessa procura de sinergias, mas não prevê “algo de dramático”.

O presidente-excutivo da MSD, Richard T. Clark, traçou como objectivo para os próximos anos um corte de 15 por cento nos postos de trabalho, cerca de 15 mil empregos, e de pelo menos 3,5 mil milhões de dólares (2,3 mil milhões de euros) nos custos.

“Não sou capaz de avaliar porque começámos o processo de integração agora, mas não prevejo algo de dramático”, afirmou José Almeida Bastos em relação a perspectivas de corte de postos de trabalho.

“Não lhe sei dizer números, mas queremos manter uma companhia muito forte em Portugal, com excelente organização e com muitas boas pessoas”, acrescentou.

Em termos de redução de custos, o director-geral da MSD em Portugal afirmou que a empresa vai procurar fazer “sinergias e eficiências em áreas onde não haja muito valor acrescentado”.

“Não vamos cortar onde possam ser gerados resultados”, garantiu, acrescentando que a empresa está a olhar para áreas como a logística, serviços partilhados e gastos de promoção.

“Vai haver sinergias de custos relacionadas com pessoas e com promoção, mas o ponto principal é que serão as exclusivamente necessárias para manter a companhia com saúde financeira e económica, que é o principal para assegurar empregos”, afirmou.

O principal ponto em aberto, que está em avaliação, parece ser a fábrica da Schering em Portugal, que emprega 100 pessoas e exporta medicamentos no valor de cerca de 15 milhões de euros.

“Vamos procurar manter a actividade e os postos de trabalho na fábrica, mas ela está dentro de uma rede de produção das duas companhias e vai ter que ser reavaliada”, afirmou José Almeida Bastos.

“Vai haver uma avaliação, mas o nosso ponto de partida, a nossa vontade firme, é manter a actividade e os postos de trabalho. É nisso que estamos empenhados, mas não depende da gestão nacional. Há uma decisão global e estratégica”, acrescentou.


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