Portugal Fashion

Marques'Almeida estreia-se com miscelânea de fado, 'punk' e 'streety'


 

Lusa/Ao online   Cultura e Social   21 de Out de 2018, 07:59

Uma fadista vestida com influências ‘punk’ e ‘streety’ (moda de rua) é uma “miscelânea” de inspirações que a dupla de 'designers' Marques’Almeida apresentou este sábado no Porto, na sua estreia no Portugal Fashion, onde revelou uma coleção totalmente‘made in’ Portugal.

Vestidos de ganga com mangas balão, aplicações de franjas, saias pretas compridas e fluidas com folhos e sapatilhas bota até ao joelho são alguns dos exemplos do que a dupla de ’designers’ que estudaram no Porto, a Marques’Almeida, trouxe hoje à Alfândega do Porto, abrindo o terceiro e último dia da 43.ª edição do Portugal Fashion.

“As nossas coleções são sempre exatamente isso, uma miscelânea de influências. É como se pegássemos em todas as influências, atirássemos para a máquina de lavar e depois é o resultado que sai de lá, porque tem que ver com a inspiração realista nas nossas m.a girls, nas nossas amigas e nas pessoas que nós temos, de algum prisma de quem está em Londres há bastante tempo e já tem essas influências mais ‘streety’, mais ‘punk’ e depois as nossas raízes e aquilo que é tradicionalmente português”, disseram Marta Marques e Paulo Almeida, o casal que compõe a dupla Marques’Almeida.

A dupla de ‘designers’, que esteve em setembro a apresentar a coleção primavera/verão 2019 na semana da moda de Paris, e cuja roupa é toda produzida na indústria portuguesa do Norte, garantiu que foi recebida “de braços abertos” na estreia nacional do Portugal Fashion, avançando à Lusa que na próxima edição querem regressar para mais um desfile "ainda mais próximo do rio Douro".

A manhã do último dia da 43.ª edição do Portugal Fashion fechou com o ‘Bebold’, de Katty Xiomara, que trouxe uma coleção “arrojada”, “romântica”, classificou a criadora, que disse ter-se inspirado em três mulheres.

“Acho que neste momento em que existe um grande movimento feminista não nos podemos esquecer de que a ideia não é igualdade em termos de sexo, é igualdade de oportunidade. As mulheres não têm de se igualar aos homens em termos de vestuário, em termos de formas de vida, somos completamente diferentes, os sexos são diferentes e portanto têm uma forma de vida e necessidades completamente distintas”, declarou a ‘designer’.

A tarde do último dia da 43.ª edição do Portugal Fashion arrancou ao som de Cálice, de Chico Buarque, para deixar entrar a coleção “Tatuagem” do ‘designer’ Nuno Baltazar, que apresentou cerca de 20 coordenados, onde a luz, brilhos e a fantasia de sedas com lurex se destacaram, bem como a volumetria das mangas em vestidos, umas em forma de balão, outras parecendo escamas de peixe.

A apresentação da coleção de Nuno Baltazar terminou com um longo vestido preto volumoso ao som da música “Como nossos pais”, de Elis Regina.

A dupla Storytailors - João Branco e Luís Sanchez – com a coleção “222”, bem como Meam, Concreto e seis marcas de calçado preencheram a tarde de desfiles do edifico da Alfândega do Porto.

Antes do final da 43.ª edição do Portugal Fashion ainda vão ser hoje apresentadas as coleções dos criadores Luís Buchinho, da dupla Alves/Gonçalves, Luís Onofre, e Júlio Torcato.

O Portugal Fashion, evento de moda organizado pela Associação Nacional de Jovens Empresários (ANJE), é cofinanciado pelo Portugal 2020, no âmbito do Compete 2020 – Programa Operacional da Competitividade e Internacionalização, com fundos provenientes do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional.



Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
Consulte os termos e condições de utilização e a política de privacidade do site do Açoriano Oriental.