Taça UEFA

Marítimo ainda sonhou mas fica pelo caminho

Marítimo ainda sonhou mas fica pelo caminho

 

Lusa/AO online   Futebol   2 de Out de 2008, 22:39

O Marítimo ficou hoje fora da fase de grupos da Taça UEFA em futebol, ao perder por 2-1 no reduto dos espanhóis do Valência, em encontro da segunda “mão” da primeira eliminatória
Um Marítimo destemido assustou hoje o negligente Valência, mas foi impotente para evitar a derrota por 2-1, na segunda mão da primeira eliminatória da Taça UEFA de futebol, e ficou à porta da fase de grupos.
Marcinho (40 minutos), de "chapéu", deu esperança aos insulares, igualando a eliminatória no Estádio Mestalla, em Valência, mas Del Horno (77) restabeleceu a igualdade e, já nos descontos, um penálti inexistente permitiu a David Villa dar o triunfo ao líder do campeonato espanhol. 
O treinador Unai Emery desprezou o conjunto insular e apresentou uma equipa menos cotada - Manuel Fernandes e Hugo Viana foram titulares - e ia pagando caro a ousadia, pois a formação de Lori Sandri esteve muito bem e deixou a sensação que podia escandalizar.
O conjunto madeirense, 11º da Liga cumpridas quatro jornadas, apresentou-se sem ponta-de-lança fixo, tentando claramente explorar o contra-ataque, e bateu o pé ao favorito e desfalcado Valência.
Em vantagem na eliminatória, o Valência tentou marcar cedo para resolver a questão e nos quinze minutos iniciais abundaram os remates, com destaque para um cabeceamento de Angulo (11) que saiu rente à trave.
Os madeirenses só aos 20 ameaçaram, num disparo de Djalma que obrigou Guaita a aplicar-se; Manuel Fernandes respondeu na mesma moeda e agora foi Marcos a brilhar.
Depois de Olberdam ter reclamado penálti na área do Valência (27), sem que o árbitro assim o entendesse, o Marítimo dava sinais de estar a crescer e Bruno, de livre, errou o alvo por pouco (30).
O Valência parecia algo displicente, menosprezando a capacidade dos portugueses, e foi castigado aos 40 minutos, quando Marcinho aproveitou uma saída precipitada do guarda-redes para lhe fazer um "chapéu" e gelar os adeptos "che". 
Pela forma organizada como se apresentou e lutou, o Marítimo justificava a vantagem ao intervalo, chutando a pressão para o campo do Valência, que no reatamento continuava a revelar dificuldades em dar profundidade ao seu futebol, perante um adversário coeso e seguro.
Angulo (55), na zona frontal, quase empatava, mas Marcinho (66) respondeu na mesma moeda com um remate que errou por pouco o alvo, impacientando ainda mais o público - volvidos dois minutos o brasileiro saiu lesionado e entrou Gonçalo.
Ao contrário do que sucedeu na primeira parte, o Marítimo perdeu a capacidade para entrar em velocidade no meio-campo adversário, muito por culpa da subida do Valência no terreno.
Os espanhóis empataram aos 77 minutos, com Manuel Fernandes a cruzar na direita e Del Horno, entre os centrais, a cabecear com sucesso.
O cansaço físico que a equipa lusa já evidenciava juntou-se ao golpe psicológico que impediu a equipa de reagir.
Já nos descontos, o árbitro forjou um penalti por alegada falta de Paulo Jorge sobre David Villa, com o internacional espanhol a marcar e dar a vitória, muito feliz, à sua equipa.

Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
Consulte os termos e condições de utilização e a política de privacidade do site do Açoriano Oriental.