Marcelo Rebelo de Sousa diz que "não há alternativa" às medidas anunciadas pelo Governo


 

Lusa/AO online   Nacional   14 de Out de 2011, 21:50

O ex-presidente do PSD, Marcelo Rebelo de Sousa, defendeu hoje, em Ponta Delgada, que “não há nenhuma alternativa” às medidas anunciadas na quinta-feira pelo primeiro-ministro para controlar o défice e a dívida pública

“Na situação a que chegamos, não há nenhuma alternativa para controlar o défice e a dívida publica, o que se espera é que, ao lado disto, se veja por onde se vai fazer crescer a economia”, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa, em declarações aos jornalistas.

Para o ex-líder social-democrata, o primeiro-ministro “falou mais do que é necessário fazer como bombeiro para apagar o fogo que existe e é preciso apagar, mas deixou para outra conversa como é que depois se tem a garantia de que o fogo não reacende”.

Marcelo Rebelo de Sousa frisou que o que mais o “impressionou” no anúncio das medidas “foi o reconhecimento de que a situação financeira era mais grave do que se pensava e, por outro lado, a situação na Europa para o ano será menos boa do que se pensava”.

O político considerou ainda que o “choque” provocado nos portugueses “foi mais sentido pelos trabalhadores da função do pública do que pelos do setor privado”, que apenas viram aumentado em meia-hora o horário de trabalho e só vão sentir o impacto das medidas quando os preços começarem a aumentar.

O ex-líder do PSD deslocou-se aos Açores para participar num seminário sobre os novos desafios que se colocam à região, promovido pelo Gabinete de Estudos do PSD/Açores no quadro da preparação do programa de governo para as eleições regionais de 2012.

Para Marcelo Rebelo de Sousa, os Açores têm como principais vantagens a unidade histórico-cultural, a capacidade de adaptação do seu povo e a sua posição geoestratégica, que é especialmente importante “numa altura em que o atlantismo é necessário para equilibrar a deslocação do centro económico e financeiro internacional para o Pacífico”.

A homogeneidade social forte, a aposta no mar e na agricultura, a defesa da autonomia regional e a conquista dos mais jovens para um novo projeto são alguns dos principais desafios que se colocam aos Açores nos próximos anos.

Para Marcelo Rebelo de Sousa, “as ideias novas exigem gente nova”, frisando que “a conquista de novas pessoas para um novo projeto é muito importante”, uma vez que, argumentou, “um novo projeto com as mesmas pessoas, é um novo projeto disfarçado, travestido”.


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