Governo dos Açores garante colaboração em investigação de fraude com medicamentos

Governo dos Açores garante colaboração em investigação de fraude com medicamentos

 

Lusa/AO Online   Regional   7 de Out de 2013, 17:47

O Governo dos Açores e o Infarmed revelaram hoje que estão a colaborar com as autoridades judiciais na investigação de uma alegada fraude de dez milhões de euros com medicamentos que envolve empresas do arquipélago.

Segundo uma notícia avançada hoje pela Antena 1/Açores, empresas da região são suspeitas de terem participado nesta alegada fraude com faturas de medicamentos, num esquema que terá durado dois anos e soma mais de dez milhões de euros.

Em causa estão lucros ilegais e reexportação para África e Norte da Europa de medicamentos retirados das farmácias, ainda segundo a Antena 1/Açores.

Questionado quanto às empresas açorianas em causa neste processo, o responsável pela pasta da Saúde no Governo dos Açores, Luís Cabral, referiu que "são dados que estão no âmbito do segredo de justiça", mas acrescentou que a Secretaria Regional da Saúde "tem conhecimento do que está a ser desenvolvido na Região e colaborado ativamente nessa investigação".

"A Secretaria Regional da Saúde não tem um envolvimento direto nesse tipo de investigações, agora irá ajudar todas as entidades que assim o solicitarem na averiguação ao pormenor deste tipo de situações", afirmou Luís Cabral, que falava aos jornalistas em Ponta Delgada, à margem da sessão de abertura do II Roteiro da Saúde Mental da Região Autónoma dos Açores.

Luís Cabral lembrou que as investigações "estão no âmbito" do sistema judicial e que apesar de a Secretaria Regional da Saúde "não ter um envolvimento direto" nas mesmas, está disponível para prestar os dados necessários.

Contactado pela Lusa, o Infarmed sublinhou que "não tem competências de investigação criminal", mas "sempre que solicitado, este Instituto colabora com as entidades de investigação criminal, como se verifica no presente caso".

"No entanto, apenas estas entidades de investigação podem pronunciar-se sobre as matérias que estão a ser alvo de investigação", acrescenta o Infarmed (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde), numa resposta por e-mail enviada à Lusa.


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