Em resposta a uma carta aberta enviada pela Câmara Municipal do Corvo, a Secretaria do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas garante ser uma “preocupação permanente” do Governo Regional a “implementação de soluções que permitam reforçar a acessibilidade aérea” à mais pequena ilha açoriana, em particular nos “períodos de maior procura”.
“O Governo Regional continuará a acompanhar de forma próxima a evolução da procura e da capacidade instalada, em articulação com a transportadora aérea, comprometendo-se a prosseguir a adoção de medidas que contribuam para uma melhoria efetiva das condições de mobilidade dos residentes na ilha do Corvo”, lê-se na missiva enviada às redações.
A 29 de maio, o presidente da Câmara do Corvo alertou o Governo Regional, numa carta aberta, para “a crescente degradação” da mobilidade aérea dos residentes da ilha, considerando que a situação “assume contornos profundamente preocupantes” para o normal funcionamento da comunidade.
Na resposta, o executivo açoriano reconheceu que “atualmente existem constrangimentos na mobilidade aérea, em particular nos períodos de maior procura turística”, situação que foi “acentuada por condições meteorológicas adversas” nos últimos meses.
A secretaria regional considerou legítima a preocupação da Câmara do Corvo e garantiu que tem vindo a “adotar medidas com vista à mitigação dos constrangimentos”, de forma a promover o “reforço da mobilidade dos residentes”.
O Governo Regional realçou o “reforço da operação” e o “aumento de capacidade de resposta” da SATA durante o verão, com a introdução de um avião em regime de aluguer que vai operar até 15 de agosto.
“Tem sido desenvolvido um esforço contínuo no sentido de aperfeiçoar os instrumentos de apoio à mobilidade dos residentes, procurando assegurar maior previsibilidade, acessibilidade e equidade”.
Na carta aberta enviada à secretária regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas, Berta Cabral, o município defendeu soluções urgentes que garantam os direitos, segurança e estabilidade dos residentes, que enfrentam “incertezas constantes ao tentar sair ou regressar à ilha”, especialmente em situações de caráter urgente.
“Hoje, os corvinos vivem sujeitos a uma permanente incerteza relativamente à possibilidade de conseguirem sair ou regressar à ilha em tempo útil, mesmo quando estão em causa situações urgentes, da vida pessoal, familiar, profissional, académica, económica ou institucional”, lê-se na missiva.
