Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), entre janeiro e março, foram transacionadas 575 habitações na Região, menos 11,4% do que no mesmo período de 2025, numa das maiores quedas regionais do país, apenas atrás da Madeira e do Algarve em intensidade de retração. Em cadeia, face ao quarto trimestre de 2025, o número de vendas recuou 12,2%, de 655 para 575 unidades.
Apesar da descida no volume, o preço médio por transação nos Açores aumentou 12,1% em termos homólogos, de 177 mil para 198,4 mil euros. Numa análise ao todo nacional, o INE assinala que os preços das habitações subiram 17,8% no trimestre, com maior intensidade nas casas existentes, cuja variação foi de 19,7%, face a 12,6% nas novas.
Os dados mostram ainda que nos Açores, as habitações existentes continuaram a dominar o mercado, com 482 transações, equivalentes a 83,8% do total, embora com uma quebra homóloga de 12,2%. As habitações novas somaram 93 vendas, o equivalente a 16,2% do total, e recuaram 7,0% face ao primeiro trimestre de 2025.
Em valor, as transações habitacionais nos Açores totalizaram 114,1 milhões de euros, uma ligeira descida homóloga de 0,65%. O mercado de habitação existente gerou 94,6 milhões de euros, menos 4,1% do que há um ano, enquanto a habitação nova cresceu 20,8%, para 19,5 milhões de euros.
As aquisições por famílias ascenderam a 531 habitações, correspondendo a 92,3% do total regional, mas caíram 10,6% em termos homólogos. Em valor, este segmento representou 105,4 milhões de euros, menos 0,8% do que no mesmo período de 2025.
No
enquadramento nacional, os Açores figuraram entre as regiões com maior
retração no número de transações, a par da Madeira (-25,6%) e do Algarve
(-10,7%). Já no valor transacionado, outras regiões, como o Norte e o
Alentejo, registaram aumentos acima da média nacional, contrastando com a
evolução mais contida do arquipélago.
