EUA injectam 63 ME na economia da Terceira

EUA   injectam  63 ME na economia da Terceira

 

Lusa/AO Online   Regional   2 de Nov de 2009, 12:41

A presença norte-americana nas Lajes traduziu-se na injecção em 2008 na economia da ilha Terceira de cerca de 63 milhões de euros (93 milhões de dólares), anunciou hoje o cônsul dos Estados Unidos nos Açores.

Durante uma conferência de imprensa para apresentação dos oito projectos de cooperação a desenvolver este ano no quadro do acordo de cooperação e defesa entre Portugal e Estados Unidos, Gavin Sundwall sublinhou a dimensão desse contributo, referindo que as relações luso-americanas com reflexos na Região vão muito para além da defesa.

Numa alusão à cooperação directa com os Açores, realçou a importância dos vários empreendimentos em curso na Região pelo seu eventual impacto na economia local.

O encarregado de negócios da Embaixada dos EUA em Lisboa, David Ballard, aludiu em particular a um desses projectos, relacionado com a produção de miritilos.

O diplomata acrescentou que as experiências já realizadas confirmam as potencialidades das ilhas para a produção desse pequeno fruto, que pode ser exportado para o seu país.

David Ballard referiu-se, igualmente, às variadas possibilidades de cooperação com a Região decorrentes do acordo, indicando que "gostaria de ver mais trabalho no futuro no que diz respeito ao aumento de visitas de americanos aos Açores e vice-versa".

Além de detalhar os oito projectos a executar proximamente no arquipélago com financiamentos norte-americanos anuais de 136 mil euros (200 mil dólares), em áreas como a promoção dos produtos regionais, protecção civil e formação profissional, o representante da Região na Comissão Bilateral do acordo anunciou que os procedimentos administrativos associados à sua realização vão passar a ser realizados pelo Consulado norte-americano de Ponta Delgada.

"A gestão administrativa dos projectos por parte dos Estados Unidos passará a ser feita daqui a pouco tempo directamente pelo Consulado em Ponta Delgada", deixando de ser assegurada pelo Departamento da Agricultura", referiu Francisco Tavares.

Segundo acrescentou, o "Governo Regional espera que essa mudança administrativa d parte dos Estados Unidos possa trazer uma maior flexibilidade e celeridade na implementação dos projectos e uma maior compreensão das potencialidades existentes nos Açores com vista a aumentar os financiamentos".


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