“A segurança da população é primordial”, afirmou Homan numa conferência de imprensa, a primeira desde que foi enviado para o Estado do Minnesota.
Homan disse que a administração pretende prosseguir as operações de imigração, mas sancionar agentes que não cumpram as regras, assegurando que as ações serão “mais inteligentes” e direcionadas.
A cidade tem sido palco de forte contestação após a morte de Alex Pretti, enfermeiro de 37 anos baleado no sábado por agentes da Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP), e de Renee Good, morta a 7 de janeiro por um agente do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE).
Os dois agentes envolvidos na morte de Pretti foram suspensos, um procedimento descrito como normal pela CBP.
Homan afirmou ainda que haverá “em breve” uma redução do contingente de cerca de 3.000 agentes federais destacados para a cidade, sem avançar pormenores, e prometeu manter o diálogo com as autoridades locais.
Na quarta-feira, Trump retomou a retórica dura contra o presidente da câmara democrata de Minneapolis, Jacob Frey, que declarou não aplicar as leis federais de imigração, acusando-o de estar a “brincar com o fogo”.
Frey respondeu que a operação federal “não tem nada a ver com segurança ou imigração”, classificando-a como “retaliação política”.
Entretanto, a contestação estende-se aos tribunais, com um juiz federal a proibir a detenção de refugiados que vivem legalmente no estado sem estatuto de residente permanente, e outro a considerar provável que o ICE tenha violado múltiplas ordens judiciais.
Num contexto de tensão crescente, a deputada democrata do Minnesota Ilhan Omar foi atacada na terça-feira por um homem armado com uma seringa contendo um líquido não identificado, incidente que está a ser investigado pelo FBI.
